
Foi inaugurado o Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes, aconselho-vos a visita. Pena é que o Museu Real de Aristides Sousa Mendes na Casa do Passal não seja também uma realidade. Esperemos que um dia venha a ser.Um blogue em constante movimento mesmo quando parece parado!

Foi inaugurado o Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes, aconselho-vos a visita. Pena é que o Museu Real de Aristides Sousa Mendes na Casa do Passal não seja também uma realidade. Esperemos que um dia venha a ser.Maui viveu em Hawaiiki e tinha uns poderes mágicos que poucos conheciam. Um dia quando era pequeno, escondeu-se no fundo do barco dos irmãos para ir poder pescar com eles. Remaram e remaram e quando já estavam em alto mar, Maui foi descoberto por eles, mas não o puderam levar de volta, porque tinha usado os seus poderes mágicos, para fazer parecer a costa muito mais longe do que estava na realidade.
Sem poder voltar para trás, os irmãos continuaram a remar. Quando já estavam em alto mar Maui deitou o seu anzol pela borda da canoa (waka), como era um anzol mágico passado um bocado sentiu um forte puxão na linha, mas não era um puxão qualquer era demasiado forte para ser de peixe normal, por isso pediu ajuda aos seus irmãos.
Depois de muito puxar e lutar, de repente emergiu Te Ika a Maui ( o peixe de Maui), hoje conhecido como a North Island da Nova Zelândia. Maui disse aos seus irmãos que os deuses poderiam ficar zangados com isto, e pediu-lhes para esperar um pouco enquanto fazia as pazes com os deuses.
No entanto, assim que Maui desapareceu os seus irmãos começaram a discutir a posse da nova terra, pegaram nas suas armas e começaram a bater repetitivamente com violência no chão, estes golpes na terra criaram as muitas montanhas e vales da North Island que podemos ver hoje em dia.
A South Island que é conhecida como Te Waka a Maui (a canoa de Maui) e a Stwart Island que fica no sul da Nova Zelândia, é conhecida como Te Punga a Maui ( o ancoradoro de Maui), pois era o ancoradoro que segurava a canoa de Maui enquanto este puxava o peixe gigante.
Fonte:The New Zealand Encyclopedia 4th Edition
Uia mai koia,
Whakahuatia ake;
Ko wai te whare nei e?
Ko Te Kani
Ko wai te tekoteko kei runga?
Ko Paikea! Ko Paikea!
Whakakau Paikea. Hei!
Whakakau he tipua. Hei!
Whakakau he taniwha. Hei!
Ka ū Paikea ki Ahuahu. Pakia!
Kei te whitia koe
ko Kahutia-te-rangi. Aue!
Me awhi o ringa ki te tamahine
a Te Whironui. Aue!
Nāna i noho Te Roto-o-tahe.
Aue! Aue!

Foto: wehavekaosinthegarden.blogspot.com



Acordei, sentido-te ainda ao meu lado, embora saiba que não estás lá, o meu corpo não se habituou ainda à ausência do teu. O coração sente o imenso vazio, mesmo que este seja apenas de umas horas, está dilacerado, está a aprender a dar os primeiros passos neste estado de ausência de ti.
Tenho de te deixar ir, tenho de te deixar ir para que percebas o que há muito eu já percebi.
Eu por meu lado, tenho que deixar de sentir por uns tempos, para que a dor não me avassale o espírito, do mesmo modo em que vai rasgando o corpo e a alma. O teu sorriso está sempre presente, a tua voz, o teu corpo junto do meu, os teus dedos entrelaçados nos meus, o sabor dos beijos que teimas não deixar…
Fazes-me falta. Adoro-te!
Acordei, sentido-te ainda ao meu lado, embora saiba que não estás lá..
in http://www.geocities.com/Heartland/Lane/1093/wolf.html"A warrior must prepare for battle even on her deathbed, my mother used to say. Though when they came, she looked up from her bones and with one crack in the stuff of her, she was gone. They put us in sheets and took us. Where were we? My life slipped out of me and down, when now the sun, my enemy, has baked up all the holes. I ask the rain to soften the earth so my life may come back to me, upwards (...) Then the compound, our play. The churning orphans gallop. I make my place by the long wall. My sister crawls under the thorn bushes and hisses. I am a coward. If I was a true daughter to my mother the wolf, I would put my teeth on the red leg of the nearest girl of all. White ghost, white ghost, she sings. But my eyes are bad. I will not leave the shadows."
Wolf-girl (c. 1909 - c. 1936)
From The Diary of the Wolf Girls of Midnapore by the reverend Joseph Singh. Two girls, aged one and seven years old, were found by the Rev. Singh, suckling a wolf in a cave in West Bengal, India, in 1916. The wolf was killed, then the sisters taken to his Mission Orphanage to be raised as "human beings again". The younger one died in a couple of weeks.
Caríssimo Figo, foste muito bom e ainda és. Mas peço-te que não voltes à Selecção.A mitologia do regresso faz muito mal a Portugal e é importante que algum herói desapareça sem mais, sem as choraminguices sebastianistas do costume. Acho que podias ser tu a prestar esse serviço, mantendo-te firme ma resoluta recusa em ceder ao passadismo angustiante destas gentes. Já regressaste uma vez sem fazer a qualificação e também já puseste no lugar os sportinguistas que te imaginavam desejoso de um retorno, retorno que, justiça seja feita, tu nunca cortejaste.
Vamos deixar a próxima geração à sua sorte, desgraçando-se, se tiver que ser, às suas próprias expensas. Além do mais, passar os próximos 10 anos das nossas vidas com o futebol irresponsavelmente belo do Ronaldo e o do Quaresma não pode ser assim tão mau.Tenhamos, finalmente, um Adeus não português: sem pensar muito nisso.
Abraço, Bruno"

in Blog Pantufa Negra

O aristocrata culto. Não se digna responder directamente a ninguém nem acusar ou defender directamente ninguém. É o que nunca nomeia os alvos. É o que nunca polemiza para nunca se rebaixar. É o que condescende. Cita muito os melhores estrangeiros e os mais inesperados portugueses, como se fossem propriedade dele. Só se dá com os seus pares, tão cultos como ele, e entretece com eles misteriosas relações de sociedade secreta. A sua encoberta e alusiva má-língua pode incomodar os mais sensíveis e os que não conhecem o meio. Tem vassalos e criadagem com quem nunca se linka mas a quem às vezes, generoso, dá as sobrecasacas e as botas de montar velhas. Deixa-se ler como quem se mostra no salon. Entre os aristocratas cultos destaca-se por vezes um duque ou uma duquesa vermelhos, patéticos, que bebem com o povo e se arruínam alegremente.
O escritor. Nada a dizer, somos todos. Uns poetas e trovadores, outros prosaicos e pensadores. Na moda: os mistos, que ainda acumulam com a crítica literária, a crítica de arte, o futebol, a política, a criação de pardais… Há o escritor mesmo, que tem o blog para depositar os despejos.
Os jornalistas. Puxam muito pela carteira profissional pois, com a tabloidização e o triste espectáculo noticioso que grassa por aí, bem precisam da carteira para lhes creditar as atoardas e as manobras. Há sempre as excepções, é claro, e neste tipo há bastantes.
Há os blogues femininos com as suas regras.
Há os individualistas individuais e os individualistas colectivos. Não conheço blog plural que sobreviva.
Os salvadores do mundo. Mal vistos em todo o lado, não se salvam.
Os puros políticos. Têm explicação para tudo, são tu cá tu lá com Belém e S. Bento, praticam a arte de erigir em peças de arte a banalidade e um certo mistério (eu sei que tu sabes que eu sei que ele sabe); dão-se muito com os aristocratas cultos. Se lhes pudéssemos atribuir cabelo dar-lhes-íamos um penteado à rogeiro. A sua mais patética ilusão é a de que o universo espera as suas crónicas com ansiedade. Uns são políticos orgânicos (ao serviço dos respectivos partidos ou capelas), outros «franco-atiradores» (aspas hesitantes).
Há os que não sabem ler nem escrever e pensam que o blog é uma playstation.
Há os guerreiros, janíçaros façanhudos, tribais, não vivem sem inimigos, têm por cabeça uma bola cheia de ar, por sensibilidade um cachecol bordado, por leitura uma bandeira, por alma uma cor. Para os da mesma cor não há bons nem maus, perdoam-se tudo.
Os gastrónomos. Bom proveito.
Os puros poetas. Não são para entender mas para fruir, e há quem os frua (eu). Basta-lhes um orgasmo semanal ou mesmo mensal.
Há o fura-vidas nervoso, um poço de truques, trampolineiro, fogareiro, sempre de olho aceso em quem lê quem, em quem comenta onde, saltitante, de patinhas levantadas e nariz no ar farejando o lado donde sopra o vento.
Há os locais: o transmontano rochoso, o ribatejano toureiro, o minhoto dançarinheiro, o ilhéu jardineiro, o alentejano sempre, enfim, o cidadão indignado porque o 25 de Abril não passou por ali e vai tudo para Lisboa.
Há os especialistas. Somos todos. Cuidado com eles porque são paradoxalmente eclécticos e metem-se em tudo. Há os especialistas em localização de aeroportos e logo a seguir em constituição de equipas de futebol imbatíveis.
Há os ocultos, chiu, não falemos deles.
Há os herméticos: o boneco estético, o maldito, o funcionário cansado de evidências. Angelicais ou nem tanto.
Os wikipedistas. Ou googlistas. Ignoram que já todo o bicho-careta vai à Wikipédia e lhes topa a erudição? Muito ligados aos Especialistas. Basta-lhes um clic e comentam o possível e o imaginário. Também conhecidos por técnicos do copy-past criativo. Muito, muito peritos em línguas.
Há os ordinários. Sempre em pé, fodem a torto e a direito aqui na Internet: menos o pai, a mãe e as irmãs. Sempre anónimos e tristes.
Há os incrivelmente badalhocos que nunca falam de sexo.
O bloguista sem blog. Especializou-se em comentários nos dos outros, com ou sem emoticons. Positivo: público passivo é que não há, isso é para a televisão.
Com comentários, sem comentários. Não são tipos, são estados de espírito. Os segundos não querem conversar com estranhos, é tudo. O subtipo dos que moderam os comentários (os medrosos), pelo que conheço, fá-lo sem espírito declarado de censura.
Há os que só aceitam comentários quando estes não passam de Muito bom!, Genial!, J, Schlap! Boa!, Lol!, Foda-se!
Há o bom-serás, pasmado para os ídolos, esforçando-se até à hérnia por acompanhar uma coisa que não compreende muito bem e… ah, se ele soubesse que esta coisa é quase nada. Todos lhe podem dizer de vez em quando «pcht cala-te!» e ele cala-se. É mão-de-obra barata muito bem aceite para dar serventia aos qualificados.
A plebe inculta que, de dicionário na mão, se esforça por alinhavar queixumes e revoltas como se escrevesse para a rubrica de cartas ao director: sem esperança. Dura pouco, primeiro porque a plebe é inculta mas não é parva, segundo porque isto aqui é como lá fora: ninguém ouve as vozes que mais precisam de ser ouvidas.
Os bateristas. Porque vivem dos bombos da festa: Castro, Chávez, Bush, Berardo, Benfica, Alegre, Lula, Sócrates e tudo o que se chame Santos… Só têm uma ideia ou duas, bem fixas, mas uma infinidade de jogos mentais e verbais. Lançam-lhes um nome e eles batem, batem, rufam. Crianças pequenas e perversas.
Os comunistas. Bons bateristas e bons para bombos. Já não existem mas é preciso acabar com eles. Os anticomunistas, idem.
Os aforistas. São breves, cansam pouco e, normalmente, não dão que pensar. Aforizam aquelas coisas e adeus boa-tarde. Mas se for a Agustina a condensar banalidades, ora bem, já é diferente. Talvez porque a convenção determina que ela é mesmo a grande escritora portuguesa da actualidade.
Há os que abusam do youtube.
As confrarias do elogio mútuo ou: as comadres. Que nome tão suave para o que elas perpetram.
Há os que se julgam no centro do mundo e que pensam que tudo o que sai no mais recôndito blog lhes diz respeito. Muito ligados às comadres e a outras agremiações que actuam em bandos ou aos casais.
Há os narcisistas com os seus espelhos dourados e luminosos de prostíbulo.
O génio. Nada a dizer, somos todos.
José Pacheco Pereira. Nada a dizer, mas devia ser ele a mandar porque foi ele que inventou os blogs.
O contador de histórias. Bem-vindo, bem-vindo.
O contador de visitas. Compulsivo. Passa por grandes desgostos mas também por grandes alegrias, porque isto da comunicação e do sucesso é mesmo assim. É dele que deriva a figura universal do Grande Acusador: «Tens razão mas, como vives no deserto, és camelo.»
Há as excepções.
Enfim, destes e daqueles todos temos um pouco, e quem disser o contrário é louco."

Apetece-me escrever. Há muito tempo que não me apetece…aconteceu hoje!
Imagino a praia, imagino sempre uma praia no início de qualquer processo criativo, seja literário ou musical, talvez porque o mar represente a liberdade, liberdade esta necessária para completar qualquer folha em branco. A liberdade de espírito que procuro alcançar, a liberdade que se encontra grilhada pelo que é suposto, na “Pushed Again” dos Die Toten Hosen, está bem patente esse meu sentimento:
«Why should I go where everyone goes?
Why should I do what everyone does?
I don't like it when you get too close
I don't want to be under your thumb
I'm feeling pushed again....
Why can't you just leave me alone?
solitude is a faithful friend
turn the lights off - I'm not home
can't you see
I don't need your help?
You're going too fast when I want to go slow
you make me run when I want to walk
you're sending me down a rocky road
I get confused
when you start to talk
I'm feeling pushed again...
Why can't you just leave me alone?
You're dragging me right to the edge
I've got to go
when you jerk my rope
I don't know
where the good times went»
Por vezes sinto quando começam a falar que estão a invadir o meu espaço, que me estão a invadir, não gosto, sinto-me encurralada….deixe-me em paz, a solução há-de vir no seu devido tempo, a solução chega com o silêncio, com a paz de espírito como conclusão. Tenho de ter tempo e espaço para que tudo isso aconteça.
Sou sozinha, não me canso de repetir isto, sempre fui, gosto de escolher a companhia quando a desejo ter, não gosto que me imponham presenças e regras, nem que me macem com sermões. Eu gosto de estar sozinha, gosto do silêncio e da paz de espírito que me permite, os sons, as vozes e os ruídos por vezes irritam-me e enjoam.
Sei que estou numa encruzilhada mas tenho de sair dela sozinha, não me imponham soluções, não me venham com mezinhas, deixem-me estar, deixem-me ser. Deixem que seja eu a escolher o caminho.
Chegou a época do medo, esta época é sempre propensa a que os meus medos saiam cá para fora, que me atormentem noites e dias afio, costuma ser também uma época de revelações. “This is it, don`t be scared now!” a vida precisa de seguir em frente, não a posso barrar mais.