Wednesday, December 05, 2007
Trabalhos
Sunday, November 25, 2007
Figo vai e não voltes!
Claro que o facto de eu nunca ter gostado do senhor ajuda. Mas também nunca sei se ele ainda joga na selecção ou não com as indecisões da personagem. Ao que parece desta vez foi por lesão, mas era de facto um alivio não o voltar a ver pisar um estádio pela selecção. É uma pena quando as pessoas não sabem sair no seu auge, já o tinha deixado de ver há alguns anos valentes... e já conseguia ver de modo mais agradável os jogos da selecção, já agora e se não for pedir muito, se bem que estamos em época natalicia tenho que aproveitar, retirarem o senhor de bigode que costuma sentar-se no banco (se bem que por motivo de mau feitio também já viu os jogos da bancada) que também aplaudo....livra deve ser o treinador que dura lá mais tempo, ver se o senhor ganha o Euro para se pirar e nos deixar em paz, ele e os ataques de moralidade dele.
"
Adeus Figo
Para as gerações seguintes: a minha tomada de posição em relação à petição que anda por aí a pedir o regresso de figo à selecção:Caríssimo Figo, foste muito bom e ainda és. Mas peço-te que não voltes à Selecção.A mitologia do regresso faz muito mal a Portugal e é importante que algum herói desapareça sem mais, sem as choraminguices sebastianistas do costume. Acho que podias ser tu a prestar esse serviço, mantendo-te firme ma resoluta recusa em ceder ao passadismo angustiante destas gentes. Já regressaste uma vez sem fazer a qualificação e também já puseste no lugar os sportinguistas que te imaginavam desejoso de um retorno, retorno que, justiça seja feita, tu nunca cortejaste.
Vamos deixar a próxima geração à sua sorte, desgraçando-se, se tiver que ser, às suas próprias expensas. Além do mais, passar os próximos 10 anos das nossas vidas com o futebol irresponsavelmente belo do Ronaldo e o do Quaresma não pode ser assim tão mau.Tenhamos, finalmente, um Adeus não português: sem pensar muito nisso.
Abraço, Bruno"
Thursday, November 22, 2007
Teste ao Cérebro

Descobri este pequeno teste via Belogue de Notas.
Este teste vê qual é o lado do posso cérebro que tem uma função predominante. No meu caso temos um empate, primeiro comecei por ver no sentido contrário dos ponteiros do relógio e em seguida no dos ponteiros. Por isso por aqui estamos empatados ninguém manda em ninguém.
Legenda:
No sentido dos ponteiros do relógio: direito
No sentido inverso: esquerdo
Pantufa Negra
in Blog Pantufa NegraEste blog é realmente muito bom, aconselho a todos, mas eu também sou suspeita porque me derreto toda quando algo envolve uma gata preta.
Esta tira é genial.
Obrigado ao Vasco por partilhar estas pérolas.
Fobias estranhas!
Tuesday, November 20, 2007
Dia Universal da Criança - 20 de Novembro

Hoje celebra-se o Dia Universal da Criança, nem de propósito, logo hoje que o meu coração se encontra bem apertadinho com o destino de algumas crianças que me são queridas.
Até começar a dar aulas sempre pensei que as crianças brincavam,eram felizes, eram no fundo crianças, mas tudo mudou, de repente comecei a deparar-me com cenários que pareciam vir bem longe lá do mundo das noticias, retratos de vidas demasiado curtas para tanto sofrimento.
Percebi que as pessoas por nós pagas para defender os seus interesses são muitas das vezes aquelas que mais as prejudicam, que não entendem as suas necessidades mais básicas e que se limitam a ficar cobardemente sentados a uma secretária a decidir o seu destino. Nós ficamos impotentes a olhar para a barbárie sem que nada possamos fazer, revoltados e com a raiva a querer explodir do peito.
Hoje no Dia Universal da Criança o meu coração encontra-se bem apertadinho porque não consigo proporcionar a estas crianças a oportunidade de finalmente o ser.
Sunday, November 18, 2007
Back
De qualquer forma ficam a saber que o Josué já está são e salvo, pelo menos foi o que me disseram e eu quero acreditar que sim.
Friday, November 09, 2007
Josué

O Josué não é propriedade de uma pessoa mas sim de uma comunidade o que faz com que seja difícil evitar que de tempos a tempos o pior aconteça. O cão é muito meigo e não faz mal a ninguém.
Faço aqui o apelo à Associação Académica da Universidade de Évora que se responsabilize pelo Josué, afinal é o orgão indicado para tomar de conta de um animal de estimação de todos os estudantes, com a ajuda da Universidade e do Hospital Veterinário não me parece muito difícil. Fica portanto aqui o meu apelo, ajudem o Josué porque ele merece todo o nosso carinho.
Desde que recebi a mensagem que não consigo pensar noutra coisa.
Thursday, November 08, 2007
Saturday, October 27, 2007
25 anos Die Toten Hosen
Thursday, October 25, 2007
A Midsummers Night Dream
William Shakespeare
Gosto muito desta última frase da peça. Porquê? Não sei.
Friday, October 19, 2007
Friday, October 12, 2007
Thursday, October 11, 2007
Vários tipos de bloguistas...e tu qual és?
"Alguns tipos de bloguistas e como os tipos se entrelaçam
O aristocrata culto. Não se digna responder directamente a ninguém nem acusar ou defender directamente ninguém. É o que nunca nomeia os alvos. É o que nunca polemiza para nunca se rebaixar. É o que condescende. Cita muito os melhores estrangeiros e os mais inesperados portugueses, como se fossem propriedade dele. Só se dá com os seus pares, tão cultos como ele, e entretece com eles misteriosas relações de sociedade secreta. A sua encoberta e alusiva má-língua pode incomodar os mais sensíveis e os que não conhecem o meio. Tem vassalos e criadagem com quem nunca se linka mas a quem às vezes, generoso, dá as sobrecasacas e as botas de montar velhas. Deixa-se ler como quem se mostra no salon. Entre os aristocratas cultos destaca-se por vezes um duque ou uma duquesa vermelhos, patéticos, que bebem com o povo e se arruínam alegremente.
O escritor. Nada a dizer, somos todos. Uns poetas e trovadores, outros prosaicos e pensadores. Na moda: os mistos, que ainda acumulam com a crítica literária, a crítica de arte, o futebol, a política, a criação de pardais… Há o escritor mesmo, que tem o blog para depositar os despejos.
Os jornalistas. Puxam muito pela carteira profissional pois, com a tabloidização e o triste espectáculo noticioso que grassa por aí, bem precisam da carteira para lhes creditar as atoardas e as manobras. Há sempre as excepções, é claro, e neste tipo há bastantes.
Há os blogues femininos com as suas regras.
Há os individualistas individuais e os individualistas colectivos. Não conheço blog plural que sobreviva.
Os salvadores do mundo. Mal vistos em todo o lado, não se salvam.
Os puros políticos. Têm explicação para tudo, são tu cá tu lá com Belém e S. Bento, praticam a arte de erigir em peças de arte a banalidade e um certo mistério (eu sei que tu sabes que eu sei que ele sabe); dão-se muito com os aristocratas cultos. Se lhes pudéssemos atribuir cabelo dar-lhes-íamos um penteado à rogeiro. A sua mais patética ilusão é a de que o universo espera as suas crónicas com ansiedade. Uns são políticos orgânicos (ao serviço dos respectivos partidos ou capelas), outros «franco-atiradores» (aspas hesitantes).
Há os que não sabem ler nem escrever e pensam que o blog é uma playstation.
Há os guerreiros, janíçaros façanhudos, tribais, não vivem sem inimigos, têm por cabeça uma bola cheia de ar, por sensibilidade um cachecol bordado, por leitura uma bandeira, por alma uma cor. Para os da mesma cor não há bons nem maus, perdoam-se tudo.
Os gastrónomos. Bom proveito.
Os puros poetas. Não são para entender mas para fruir, e há quem os frua (eu). Basta-lhes um orgasmo semanal ou mesmo mensal.
Há o fura-vidas nervoso, um poço de truques, trampolineiro, fogareiro, sempre de olho aceso em quem lê quem, em quem comenta onde, saltitante, de patinhas levantadas e nariz no ar farejando o lado donde sopra o vento.
Há os locais: o transmontano rochoso, o ribatejano toureiro, o minhoto dançarinheiro, o ilhéu jardineiro, o alentejano sempre, enfim, o cidadão indignado porque o 25 de Abril não passou por ali e vai tudo para Lisboa.
Há os especialistas. Somos todos. Cuidado com eles porque são paradoxalmente eclécticos e metem-se em tudo. Há os especialistas em localização de aeroportos e logo a seguir em constituição de equipas de futebol imbatíveis.
Há os ocultos, chiu, não falemos deles.
Há os herméticos: o boneco estético, o maldito, o funcionário cansado de evidências. Angelicais ou nem tanto.
Os wikipedistas. Ou googlistas. Ignoram que já todo o bicho-careta vai à Wikipédia e lhes topa a erudição? Muito ligados aos Especialistas. Basta-lhes um clic e comentam o possível e o imaginário. Também conhecidos por técnicos do copy-past criativo. Muito, muito peritos em línguas.
Há os ordinários. Sempre em pé, fodem a torto e a direito aqui na Internet: menos o pai, a mãe e as irmãs. Sempre anónimos e tristes.
Há os incrivelmente badalhocos que nunca falam de sexo.
O bloguista sem blog. Especializou-se em comentários nos dos outros, com ou sem emoticons. Positivo: público passivo é que não há, isso é para a televisão.
Com comentários, sem comentários. Não são tipos, são estados de espírito. Os segundos não querem conversar com estranhos, é tudo. O subtipo dos que moderam os comentários (os medrosos), pelo que conheço, fá-lo sem espírito declarado de censura.
Há os que só aceitam comentários quando estes não passam de Muito bom!, Genial!, J, Schlap! Boa!, Lol!, Foda-se!
Há o bom-serás, pasmado para os ídolos, esforçando-se até à hérnia por acompanhar uma coisa que não compreende muito bem e… ah, se ele soubesse que esta coisa é quase nada. Todos lhe podem dizer de vez em quando «pcht cala-te!» e ele cala-se. É mão-de-obra barata muito bem aceite para dar serventia aos qualificados.
A plebe inculta que, de dicionário na mão, se esforça por alinhavar queixumes e revoltas como se escrevesse para a rubrica de cartas ao director: sem esperança. Dura pouco, primeiro porque a plebe é inculta mas não é parva, segundo porque isto aqui é como lá fora: ninguém ouve as vozes que mais precisam de ser ouvidas.
Os bateristas. Porque vivem dos bombos da festa: Castro, Chávez, Bush, Berardo, Benfica, Alegre, Lula, Sócrates e tudo o que se chame Santos… Só têm uma ideia ou duas, bem fixas, mas uma infinidade de jogos mentais e verbais. Lançam-lhes um nome e eles batem, batem, rufam. Crianças pequenas e perversas.
Os comunistas. Bons bateristas e bons para bombos. Já não existem mas é preciso acabar com eles. Os anticomunistas, idem.
Os aforistas. São breves, cansam pouco e, normalmente, não dão que pensar. Aforizam aquelas coisas e adeus boa-tarde. Mas se for a Agustina a condensar banalidades, ora bem, já é diferente. Talvez porque a convenção determina que ela é mesmo a grande escritora portuguesa da actualidade.
Há os que abusam do youtube.
As confrarias do elogio mútuo ou: as comadres. Que nome tão suave para o que elas perpetram.
Há os que se julgam no centro do mundo e que pensam que tudo o que sai no mais recôndito blog lhes diz respeito. Muito ligados às comadres e a outras agremiações que actuam em bandos ou aos casais.
Há os narcisistas com os seus espelhos dourados e luminosos de prostíbulo.
O génio. Nada a dizer, somos todos.
José Pacheco Pereira. Nada a dizer, mas devia ser ele a mandar porque foi ele que inventou os blogs.
O contador de histórias. Bem-vindo, bem-vindo.
O contador de visitas. Compulsivo. Passa por grandes desgostos mas também por grandes alegrias, porque isto da comunicação e do sucesso é mesmo assim. É dele que deriva a figura universal do Grande Acusador: «Tens razão mas, como vives no deserto, és camelo.»
Há as excepções.
Enfim, destes e daqueles todos temos um pouco, e quem disser o contrário é louco."
Tuesday, October 09, 2007
A Feira do Livro de Frankfurt e o convite à Catalunha
Ao contrário do que defendem Francisco José Viegas e Manuel Jorge Marmelo eu concordo com Pujol, se vão representar a Catalunha devem fazê-lo na língua catalã. Por exemplo se eu quiser mostrar a música portuguesa não vou chamar o David Fonseca, não porque ele não seja um bom músico mas porque a sua música é marcadamente anglo-saxónica apesar do David morar em Portugal e ser português, se eu quero uma representação da música portuguesa chamo alguém que cante na nossa língua e que tenha uma linguagem musical marcadamente nacional (nada a ver com nacionalismos atenção). Na literatura é a mesma coisa.
Se a Feira convidou a Catalunha para estar presente ela deve estar presente com a língua catalã, até porque os autores que se exprimem em espanhol estarão representados pela Espanha, até porque a intenção do convite devia ser essa mesma.
Mafalda
Estava à procura de umas coisas da Mafalda para refutar o post "Grandes Tiras" daqui.
De repente cruzei-me com esta e lembrei-me de determinadas instituições tão solidárias como a Susaninha.
E depois ainda duvidam da genialidade de Quino e das suas personagens.....
Monday, October 08, 2007
Numa cultura viral
Quero a minha cama!Quero um sofá! Quero a minha Nikas enroscada nas minhas pernas! grrrrrr.....e das 3 tenho: nenhuma! Os senhores dos colchões ainda não vieram entregar o dito, ainda não consegui ter tempo para ir ver de sofás como deve ser e a minha Nikas por causa das mudanças está em casa dos meus pais! Péssima altura para estar constipada portanto! grrrrrr.......
E depois de ter reclamado o timing da constipação volto para a minha cama improvisada.....
Sunday, October 07, 2007
Mudanças
Adia-se a vida por uns momentos e reza-se para que sejam curtos.
Tenho a papelada toda atrasada, a caixinha das emoções anda extremamente revolta e numa permanente montanha russa.
Por vezes gostava de adormecer e acordar quando estivesse tudo resolvido, por fora e por dentro, quando de repente a minha vida voltasse a ter nexo.
Entretanto vou espreitando para ver se encontro algum dos meus sonhos ali mesmo ao virar da esquina (afinal foram eles que me colocaram nesta situação) e para ver se o Universo me dá alguma pista.
Friday, October 05, 2007
"Prélude à l'après-midi d'un faune"
Isto sim é perfeição. Magnifica interpretação do "Prélude à l'après-midi d'un faune".
Curiosidade no túmulo de Nijinsky está uma foto do próprio numa interpretação deste bailado.
Orquestra de Vegetais
Monday, October 01, 2007
A despedida de uma década maravilhosa
Como escrevi em 2005 também neste blog, Évora vai ser sempre o meu ponto de partida e o meu porto de abrigo, continuarei sempre a visitá-la nem que seja em pensamentos.
Confesso que nesta altura me sinto fragilizada, a precisar do apoio dos amigos, da segurança de um sorriso e de um abraço.
A todos mais uma vez o meu muito obrigada por tudo aquilo que as palavras agora não conseguem descrever.
Monday, September 24, 2007
Xaile
Aconselho-vos vivamente este grande projecto. Inserido no divertido rótulo da Música Planetária Portuguesa, irá ser com certeza uma referência no futuro.
Três cantoras, nenhuma grande voz, mas três vozes que em conjunto funcionam magnificamente, e o trabalho fundamental dos fundadores Rui Filipe e o produtor Johnny Galvão.
Saber mais aqui
Saturday, September 22, 2007
Nem sempre aquilo que parece é....em relação à polémica Andrew Meyer
4º Segundo o Online Comunicator Director de John Kerry :"there was a long line of people waiting to ask questions, and Meyer was near the back. He rushed up to the mic, butting up past many, many kids and making a scene. Apparently he’d been talking with the police and they were arguing long before Meyer ever got to the mic (reports from Florida are that they threatened him with arrest already). That’s why there are police in the video when you first see it. They tried to remove him before he said anything" .
5º Pergunto eu, a presença da policia não se deveria à presença de Andrew Meyer em vez da de Jonh Kerry?
6º Num pais onde nada acontece a Michael Moore e a outros tantos não seria estranho que isto acontecesse a um inocente jovem universitário?
7º Andrew Meyer enquanto está a ser preso, sabendo que está a ser filmado, faz toda uma cena à volta do "What have i done?" e do "Are you seing this?" e depois muda o tom de voz e a pose quando percebe que a coisa vai correr mal.
8º E se este rapaz não tivesse provocado disturbios anteriormente acham que os outros estudantes, que estavam presentes, não tinham reagido de alguma forma?Não pareceram surpreendidos muito pelo contrário.
Muitas vezes é mais fácil acreditar sem decompor as coisas que vemos, mas nem sempre elas podem corresponder à realidade...
A Comunicação Social por seu lado vende mais se mostrar o lado mais macabro das mesmas.Toda a acção provoca uma reacção e foi isso que aconteceu a Andrew Meyer.Uma coisa é certa conseguiu mais publicidade até do que o que previu.
Thursday, September 20, 2007
Diz que são 30!

Pois é a partir de hoje parece que faço parte já do clube dos 30. Inicia-se uma nova década cheia de páginas para preencher. Espero que seja tão emocionante como a dos vinte pelos menos. O mais interessante é que tive a crise aos 29 e como tal os 30 chegaram tranquilamente sem maiores sobressaltos, veremos se é um presságio.
Sunday, September 09, 2007
Novas vozes do Canadá II
Saturday, September 08, 2007
Novas vozes do Canadá!
Pop leve e engraçado, fica aqui o "February Air" embora a minha preferida seja o "Its over Casanova" mas a versão que está no Youtube é muito má.
O vídeo contém uma entrevista ao programa de televisão canadiano Global e é seguido da interpretação do tema "Adicted", com que Shawn venceu um concurso de jovens talentos.
Thursday, September 06, 2007
Luciano Pavarotti (1935-2007)
Goste-se ou não da pessoa em si, o que é facto é que morreu um dos maiores vultos do canto lírico do Séc. XX/XXI. O mundo da música está mais pobre.
Aliás nos últimos tempos vários têm sido os nomes que nos têm deixado, grandes referências como Schwarzkopf ou Rostropovich, só para citar dois exemplos.
Luciano Pavarotti acompanha-me desde a infância, tinha nove anos quando comecei a tentar imitar a sua voz, achava que se conseguisse imitar o Luciano Pavarotti conseguia produzir qualquer som com a minha voz, porque a voz de Luciano Pavarotti era sinónimo de perfeição vocal. Com o passar do tempo conheci outras referências e outros "idolos" mas Luciano Pavarotti ficou sempre como a referência vocal da minha infância.
Hoje fiquei triste quando ouvi a noticia da sua morte, acho que pensamos que pessoas desta grandiosidade nunca morrem, que são eternos....bem para a História nunca há-de morrer e daqui a 200 anos, o nome de Pavarotti, ainda fará parte dos manuais de História da Música como um dos maiores cantores de todos os tempos.
Como curiosidade: Pavarotti fez parte do recorde do Guiness com o maior número de chamadas a palco 165 e o cd "In Concert" dos Três Tenores foi o álbum de música erudita mais vendido.
Wednesday, September 05, 2007
Tuesday, September 04, 2007
Quero dormir!!!
A lei do ruido não especifica nada em relação a sinos de igrejas, mas parece-me implícito que não deve tocar durante o período nocturno, de modo a não perturbar o repouso das populações.
Tenho duas vontades neste momento, fazer queixa às entidades responsáveis e descobrir o padre responsável para poder ir a casa dele tocar trombone a estas horas, gaita de foles também era uma boa ideia...
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Pelos vistos as leis deste país não se aplicam à Igreja Católica, porque se a Tuna fosse fazer uma Serenata a policia ia logo atrás, para impedir o "ruido"....deixem ver....vozes melodiosas e guitarras ou um sino irritante....difícil de escolher.....
Saturday, August 25, 2007
Os meus Anjos
Relembrei esta canção graças ao post da Catarina em Lx, faz parte do rol de canções que me revolve as entranhas. Uma canção que me relembra os meus Anjos, que infelizmente por esta altura da vida já são muitos, demasiados até, devo acrescentar.
Como tal dedico esta canção a esses meus Anjos, aqueles que tocaram e tocam a minha vida e cuja passagem influenciou a pessoa que sou hoje. Dedico esta canção àqueles de quem sinto infinitas saudades....
Obrigada por fazerem parte de mim
"I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel
I can love
But I need his heart
I am strong even on my own
But from him I never want to part
He's been there since the very start
My angel Gabriel
My angel Gabriel
Bless the day he came to be
Angel's wings carried him to me
Heavenly
I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel
My angel Gabriel
My angel Gabriel"
Dido
Tuesday, August 07, 2007
Milord
Deixo-vos uma grande senhora, numa das minhas canções preferidas, se puderem espreitem a versão da Ute Lemper que também é divina.
Sono
De há 3 dias a esta parte, por volta das 8:30/9:00 começo a ver tudo desfocado, as pálpebras começam a fechar e pimba durmo até ao dia seguinte.
Ainda bem que isto acontece no Verão quando as noites estão boas para desfrutar e não naqueles dias frios e chuvosos de Inverno....
Hoje não quero saber, antes dessa hora chegar, saio de casa, que Agosto é Agosto, e se não se aproveita Agosto, não se aproveita o resto do ano....
Uma coisa é certa, acordo sem restias de sono! Pudera a dormir 12 horas por dia....
Sunday, July 29, 2007
Rescaldo Parisiense
*Plagiando Paulo Coelho, não gosto muito da escrita do senhor mas desse livro ( "Na margem do Rio Pietra sentei e chorei") gostei!
Wednesday, July 04, 2007
The Divine Comedy - Our Mutual Friend
Hoje apetece-me deixar-vos aqui um bocadinho do meu mundo imaginário, a minha banda preferida (entre os vivos) numa interpretação ao vivo de uma das minhas músicas preferidas - The Divine Comedy em "Our mutual friend". Espero que gostem.
Sunday, July 01, 2007
Vou saltar!
A caixinha das emoções fechou, vejo agora que é mesmo o terminar, o fim, hoje em dia apenas anseio para que uma nova etapa comece. Acho que por ter vivido demasiado o ciclo que agora encerra, este não me deixa saudades, mas começa a provocar-me ansiedade a espera pelo novo.
Do ciclo que agora encerro, não deixei nada por viver, vivi tudo, vivi ao máximo e em pleno, como deve ser....o erro foi tê-lo vivido demasiadas vezes....mas enfim ninguém nasce ensinado.
Agora resta-me encarar o desconhecido com um sorriso nos lábios porque de repente já não tenho medo....
É hora de saltar!
Thursday, May 31, 2007
Despedida....
Tuesday, May 22, 2007
Pushed Again
Apetece-me escrever. Há muito tempo que não me apetece…aconteceu hoje!
Imagino a praia, imagino sempre uma praia no início de qualquer processo criativo, seja literário ou musical, talvez porque o mar represente a liberdade, liberdade esta necessária para completar qualquer folha em branco. A liberdade de espírito que procuro alcançar, a liberdade que se encontra grilhada pelo que é suposto, na “Pushed Again” dos Die Toten Hosen, está bem patente esse meu sentimento:
«Why should I go where everyone goes?
Why should I do what everyone does?
I don't like it when you get too close
I don't want to be under your thumb
I'm feeling pushed again....
Why can't you just leave me alone?
solitude is a faithful friend
turn the lights off - I'm not home
can't you see
I don't need your help?
You're going too fast when I want to go slow
you make me run when I want to walk
you're sending me down a rocky road
I get confused
when you start to talk
I'm feeling pushed again...
Why can't you just leave me alone?
You're dragging me right to the edge
I've got to go
when you jerk my rope
I don't know
where the good times went»
Por vezes sinto quando começam a falar que estão a invadir o meu espaço, que me estão a invadir, não gosto, sinto-me encurralada….deixe-me em paz, a solução há-de vir no seu devido tempo, a solução chega com o silêncio, com a paz de espírito como conclusão. Tenho de ter tempo e espaço para que tudo isso aconteça.
Sou sozinha, não me canso de repetir isto, sempre fui, gosto de escolher a companhia quando a desejo ter, não gosto que me imponham presenças e regras, nem que me macem com sermões. Eu gosto de estar sozinha, gosto do silêncio e da paz de espírito que me permite, os sons, as vozes e os ruídos por vezes irritam-me e enjoam.
Sei que estou numa encruzilhada mas tenho de sair dela sozinha, não me imponham soluções, não me venham com mezinhas, deixem-me estar, deixem-me ser. Deixem que seja eu a escolher o caminho.
Chegou a época do medo, esta época é sempre propensa a que os meus medos saiam cá para fora, que me atormentem noites e dias afio, costuma ser também uma época de revelações. “This is it, don`t be scared now!” a vida precisa de seguir em frente, não a posso barrar mais.
Patricia O`Callaghan
Deixo-vos aqui um pequeno excerto, de um espectáculo fenomenal, com uma das vozes que mais admiro Patricia O`Callagham.
É bastante dificil encontrar material desta senhora em terras lusas.
Wednesday, April 25, 2007
2º Aniversário do Entre Mares e Planuras
Monday, April 23, 2007
Music & Lyrics
a letra é daquelas que se entranham no nosso ser passando de repente a representar tudo aquilo que nunca fomos capazes de verbalizar, fica aqui:
I’ve been living with a shadow overhead
I’ve been sleeping with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on
I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I’ve been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Oh oh oh
I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s got to be something for my soul somewhere
I’ve been looking for someone to shed some light
Not just somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I’m open to your suggestions
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I’m hoping you’ll be there for me in the end
There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration Not just another negotiation
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I’m hoping you’ll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I’ll be there for you in the end
Não se pode dizer que não tenha poder de encaixe, eu pelo menos revi-me....
Esperemos que todos consigamos encontrar o nosso caminho "back into love", ao contrário do que costumo admitir confesso que já estou a precisar.
Sunday, April 22, 2007
A Estrada
Foto: MT
Que desafios me aguardam, que páginas serão escritas....
A Estrada leva-me sempre para lugares nunca antes visitados, mesmo aqueles por onde já passei. Limpa a alma, faz renovar os pensamentos, leva a novos conhecimentos.
Saturday, April 21, 2007
Fotos
Monday, April 16, 2007
Dia Mundial da Voz
A voz é o nosso melhor instrumento, preservem-no.
"
Oiça a Sua Voz,
Cuide da Sua Voz,
Goste da Sua Voz
Dra. Andreia Rodrigues, Terapeuta da Fala
Data: 2006-04-13
O Dia Mundial da Voz, tem como objectivo a sensibilização para a importância da voz, suas alterações e os cuidados a ter, para manter uma voz saudável.
O que é a Voz?
Como se produz a Voz?
O que prejudica a Voz?
Tabaco
Álcool
Cafeína
Poluição
Diferenças de Temperatura
Mudanças de estação de ano
Bebidas quentes e geladas
A temperatura do nosso corpo é constante, mas sempre superior àquela existente numa bebida fria/gelada como a água, cerveja ou leite provenientes do frigorífico, provocando uma vasoconstrição da região faríngea e laríngea e assim uma diminuição do lúmen dos espaços de ressonância (limitando amplificação da voz).
Stress
Mau uso e Abuso Vocal
*Sinais e sintomas de alerta
*Cuidados a ter com a Voz
Manter uma voz saudável, requer alguns cuidados diários:
Faça gargarejos com uma solução salina em água tépida
Lave as fossas nasais com soluções aquosas (como o soro fisiológico) ou vaporizações diárias
Reduza a ingestão de bebidas como o álcool, café, bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas e o consumo de pastilhas à base de menta, que podem provocar desidratação
Não fume, evite frequentar ambientes com fumo
Evite ambientes com ar condicionado
Faça repouso vocal, após o uso prolongado de voz ou uso vocal de intensidade muito forte
Utilize uma articulação adequada (com movimentos amplos da língua, dos lábios), velocidade do discurso moderada
Evite usar a voz (em duração e intensidade) sempre que esteja “constipado”, ou em crises de alergias
Reduza o consumo de condimentos na alimentação (como o piripiri) provocam azia e má digestão
Mantenha um estilo de vida saudável (faça desporto, tenha uma alimentação equilibrada, durma no mínimo 8h, passeie, relaxe e divirta-se).
*Intervenção na Voz - Equipa Multidisciplinar
Na existência de alterações na qualidade da voz, devem ser consultados profissionais de saúde como o otorrinolaringologista e a terapeuta da fala, habilitados para avaliar a situação, diagnosticar e estabelecer a intervenção terapêutica mais adequada.Os problemas de voz, atingem na maioria adultos e jovens, mas também crianças. A intervenção na área da voz, conforme o caso clínico, requer uma comunicação com vários profissionais e famílias, de forma que a complementariedade em todo o processo terapêutico, revele eficácia na resolução do problema de voz:

Bibliografia
Dia Mundial da Voz. http://www.els2004.com.pt . 10-04-2006, 13:30.» Guimarães, I. (2002).
An electrolaryngographic study of dysphonic Portuguese speakers. Dissertação de doutoramento. Londres: University of London.» Guimarães, I., & Cruz, M. (1995).
Manual de Intervenção da Voz. Curso teórico práctico. Lisboa: Fisiopraxis.» Rodrigues, A. (2004).
A voz e o stresse em fumadores. Monografia final do curso bietápico de licenciatura em Terapia da Fala: Escola Superior de Saúde do Alcoitão.» Cruz, C., (1998).
Reabilitação vocal. In: S. Ruah & C. Ruah (Eds.), Manual de Otorrinolaringologista (Vol. V, pp. 116-122). Amadora: Roche Farmacêutica.» Vartanin, A., Beecher, H., & Alvi, A., (2005).
Perturbações da voz. Postgraduate Medicine (edição portuguesa), 24 (2), 80-88."
Monday, January 22, 2007
A Caixa Encarnada - Capitulo III
Lembro-me ainda do primeiro dia que te vi, entrei naquela sala na casa da Joana, os meus olhos “scanaram” imediatamente a tua pessoa mas fingi que não vi. Encontramo-nos várias vezes nos meses seguintes, fui disfarçando a curiosidade e o interesse que a tua pessoa despertava em mim. Trocava algumas palavras contigo mas sempre de circunstância, nunca avancei muito na conversa, talvez porque já sabia que se o fizesse corria o risco de me apaixonar por ti e isso não estava nos meus planos.
Não contava que naquele dia, 24 de Janeiro lembro-me perfeitamente, tivéssemos de partilhar um guarda-chuva…Partilhar como quem diz, estávamos os dois debaixo do mesmo guarda-chuva, porque eu fiquei completamente molhada, eu sou baixinha e tu és um bocado alto, o que fez com que o guarda-chuva não me tenha servido de grande coisa. Tu reparaste no sucedido, pediste me desculpa, como se a tua altura fosse culpa tua…Lembro o teu sorriso, entre um encolher de ombros, como se fosses um menino que tinha acabado de fazer asneira, conquistaste-me nesse olhar. Seguiu-se um jantar, uma ida ao cinema, de repente o meu mundo deixou de fazer sentido sem o teu.
Tenho saudades desses tempos, tenho saudade do teu sorriso de menino, tenho saudade de acordar e ficar bem quietinha a ver-te dormir…tenho saudades tuas. Deus, como tenho saudades tuas, por vezes abre-se um buraco bem no centro do meu peito que te pertence, e que espera que o venhas preencher. É tarde de mais…um dia esta saudade vai passar.
Tuesday, December 12, 2006
A Caixa Encarnada - Capitulo II
Passei todo o dia, a percorrer joalharias, não encontrava as que achava serem as nossas, aquelas que simbolizavam tudo o que sentia por ti. Consegui encontrar as tulipas pretas que tanto gostas, pedi à florista que fizesse o ramo o mais simples possível. Quando entrei em casa, não cabia em mim de contente, sempre pensei que te estaria a fazer a surpresa da tua vida. Quando te estendi a caixa encarnada, e fiz a pergunta mais difícil de toda a minha vida, aquela que me dava mais satisfação, nunca pensei que a tua resposta fosse a aquela. Não aguentei, virei-me e trinquei a mão para que não ouvisses o grito que me transbordava a alma.
Sempre soube que o casamento não fazia parte dos teus planos, mas pensei que, ao fim de quatro anos e meio a viveres comigo, quisesses. Afinal a única diferença era o papel. E eu gostava tanto de te ter como minha mulher… Doeu-me tanto que decidi sair de casa, deixar-te a ti que eras a pessoa mais importante da minha vida, com quem pensei partilhar todos os meus sonhos e medos. Pior do que o não, foi a indignação que demonstraste, como se te estivesse a ofender, como se fosse a coisa mais estúpida do mundo, eu querer casar-me contigo. Pisaste os meus sentimentos, não consegui olhar mais para ti, era demasiado doloroso.
Quando sai de casa pensei nunca mais encontrar um rumo na minha vida. No entanto não foi isso que se passou, encontrei uma pessoa espantosa, alguém que me ajudou a tratar a ferida que me abriste no peito. Alguém que me ouviu quando mais precisava, mais necessitava de um ombro amigo, ainda sonhava contigo todas as noites e todos os dias. A pouco e pouco foste tornando mais distante deixaste de fazer parte do meu quotidiano. E ela começou a preencher-me os dias, os pensamentos, a minha vida.
Fomos viver juntos. Até que um dia ela perguntou-me logo de manhã, acabadinhos de acordar: E se casássemos? De um modo simples, sem grandes confusões, nem preparações. E eu respondi-lhe que sim, nem pensei, foi bastante natural. Estou feliz com a minha decisão, incrivelmente foste tu a primeira pessoa a quem tive necessidade de dizer.
Telefonei-te. Pareceste surpreendida quando ouviste a minha voz. Não falávamos há três meses, achei que não era noticia que se desse pelo telefone. Fomos tomar café, cheguei mais cedo, quando te vi aparecer ao longe a tua figura pareceu-me desconhecida, foi como se tivesse esquecido os teus contornos, o jeito do teu cabelo, a tua maneira de andar, até a tua voz. Iniciámos a conversa com as coisas banais, a família de cada um, os amigos que deixaram de ser comuns… até que me perguntaste: Que notícia é essa tão importante que não me podias dizer por telefone? Respondi-te, entre dentes, vou casar! Nunca paraste de me surpreender, começaste a rir como se não existisse amanhã, mais uma vez brincaste com algo que para mim era importante. Magoaste-me outra vez, quase tanto como da primeira. Mas continuavas a ser uma pessoa importante na minha vida, uma pedra fundamental no meu ser, por isso perguntei se querias ser a minha madrinha de casamento, balbuciaste umas palavras que imaginei quais fossem, disseste-me que não, era um absurdo, levantaste-te e foste embora.
Decidi naquela hora continuar a minha vida, sem me lembrar mais de ti. Mas desde aquele dia que voltaste ao meu imaginário. Foi uma asneira aquele telefonema, como sempre decidi seguir o meu coração e nem pensei.
Agora trago-te comigo no peito e não sei como te expulsar.
Monday, December 11, 2006
A caixa encarnada - Capitulo I
Eis o inicio de uma história, não sei se tenho muito jeito para capitulos e histórias longas, mas vou experimentar, vocês serão as minhas cobaias, digam de vossa justiça.
O inicio do texto não é meu, é de um site que nos desafia a fazer este tipo de coisas (http://livrodosbonsprincipios.wordpress.com/).
O que prometeste naquela noite é que regressarias mais tarde, “daqui a pouco”, com uma surpresa boa. Não disseste que me trarias uma caixinha encarnada, embrulhada em cetim preto, com um anel de preço comprometedor a fitar-me e a brilhar mais do que eu. Não me disseste que esperavas que a abrisse com entusiasmo ou que respondesse à tua pergunta (aquela que nunca quis ouvir!!! e que vai bem com a nossa música preferida) com o mesmo encanto eufórico com que a pronunciaste. Não me disseste nunca que esperavas mudar a minha forma de encarar a vida e a morte do amor, nem nunca esperaste fazê-lo entre lençóis, porque aí apenas inventamos que estamos vivos… Fiquei tão indignada contigo! Ou foi raiva? Ou decepção?
Balbuciaste umas palavras de incompreensão que nenhum de nós quis ouvir, que fingi não ouvir, voltaste as costas e eu soube que estavas a tapar o choro ou o grito com a palma da mão. Sei que te esmaguei, mas os teus sentimentos eram demasiado tenros, como fruta que pisamos no chão, mesmo sem querer ou quando queremos mordê-la mas se desfaz nas nossas mãos.
Agora sei que vais casar. Por isso decidiste encontrar-te mais uma vez comigo… Para me dizeres isso. Talvez humilhar-me. Não me conheces. Mas porque é que esta conversa tinha que acabar sem roupa, como as outras antes desta? Casa-te. Quem fica com as tuas alianças sou eu.
Fico-te com as alianças e com o coração. Não me conheces, tal como não me conhecias na altura, como é que te pode passar pela ideia que nos pudéssemos casar? Como pensaste que eu me iria casar? Esse tipo de pensamento da tua parte trespassou-me como se as tuas palavras fossem espadas. Não se está cinco anos com alguém sem o/a conhecer, devias saber melhor que isto, ou achavas que, quanto dizia que era contra o casamento, estava a falar dos outros ou a fazer um género? O casamento não se enquadra como o meu modo de vida, com o que quero para mim, tu acima de todas as pessoas devias saber isso. Eu sabia que no teu intimo era tua vontade casar, mas sempre pensei que abdicavas desse desejo por saberes que eu não fazia a melhor intenção de o fazer. Naquele momento morreste para mim, como morrem todos aqueles que me magoam.
Quando recebi o teu telefonema, demorei a perceber o que pretendias. Disseste que querias contar-me uma coisa que para sempre iria mudar a tua vida. Pensei que fosse algo profissional. Por isso concordei em encontrar-me contigo. Quando mo disseste comecei a rir, pensei que estivesses a gozar, perguntei-te até a brincar se se tratava de alguma imigrante que precisava de visto, lembras-te?
Não acredito que seja tão fácil esquecer alguém com quem se viveu durante quatro anos e meio, em três meses, muito menos acredito alguém no seu perfeito juízo case com alguém com quem tem uma relação de menos de três meses…não o consigo compreender. Talvez seja possível, é certamente possível no teu caso, porque o vais fazer. Parece-me abuso que me convides para tua madrinha de casamento, não é normal. Recusei…não vou fazer parte da tua loucura. Além disso dói teres-me esquecido, em tão pouco tempo. Fere-me no mais íntimo do meu ser. Queres saber se ainda gosto de ti? É óbvio que sim, não se esquece uma história como a nossa em tão pouco tempo.
Tuesday, December 05, 2006
Monday, December 04, 2006
Retrato de Adolescente
Amanhã é segunda, detesto as segundas-feiras. Detesto ter que voltar a ver todas aquelas pessoas que estão na escola. Mas tenho que ir e com um sorriso nos lábios. Não deixo perceber que me provocam, raiva, angústia, mau estar, que me fazem sentir como se tivesse perdido a minha dignidade, o meu carácter, a minha opinião, a minha vontade. Não sei se me humilham por prazer. Refugio-me no meu próprio mundo, um mundo em que sou tudo o que sempre quis ser. No meio desta dor tortuosa aparento ser feliz, habituei-me a fingir toda essa felicidade, para que não entrar num abismo ainda mais profundo. A minha alma negra e transtornada não permite passar essa fronteira. As tentativas de suicídio, fui sempre demasiado cobarde para infligir dor em mim própria, apesar de várias vezes as ter iniciado, deixaram de atordoar o meu pensamento. As fugas da realidade, sempre infrutíferas, já não se transformam em fugas reais, são demasiado penosas para a minha mãe. Mas a realidade é que continuo a querer fugir, não sei para onde, penso que para o mundo dos sonhos, talvez. Quero sair desta cidade, ir para o mundo onde outrora me sentia compreendida, quero estar no meio dos animais, porque sinto que estes são os únicos que me conhecem, que me percebem, que me entendem, quero voltar para o Alentejo.
Escrevo muito, tenho vários blocos de apontamentos, leio muito, no pouco tempo que me resta da minha actividade escolar e desportiva. São a única brecha, para o mundo dos sonhos, que me é permitida. Ouço música, muita música, o prazer último da minha existência, ouço sempre música, nas aulas, na rua, sempre…até mesmo quando não existe nenhum rádio presente. As canções transformam-se em escapes da realidade, transportam-me para um mundo que não pode ser meu, mas que no entanto me faz sentir verdadeiramente à vontade. Queen, Luís Represas e Beatles são os meus guias. De tal forma que por altura da morte de Freddy Mercury passei todo o dia a chorar, escrevi-lhe um poema durante a primeira aula da manhã e desenhei um retrato a carvão que coloquei na porta do armário do meu quarto, foi como se um amigo tivesse morrido, na minha realidade foi.
A minha mãe está a chamar-me para ir jantar, terminou o meu momento, volto a ter uma cara contente, alegre e pronta para enfrentar a vida. Amanhã é segunda-feira, tenho tanto medo…
Sunday, December 03, 2006
Balada do 5º ano Juridico
Balada do 5º ano Juridico pelo Grupo de Fados da UM
Palavras para quê? Ouçam a letra...e quem sente a Tradição não precisa que se diga mais nada.
Guardem a caixinha das emoções porque ela vai entrar em ebulição.
Boa Noite
Monday, November 27, 2006
A mente
Reprodução de um quadro de Zé Penicheiro (quem não conhece que descubra a obra que é realmente fantástica)Realmente a nossa mente, é um bichinho bem confuso e cheio de labirintos. Mas por vezes basta uma boa conversa para tudo ficar resolvido dentro de nós. E compreendemos que por vezes ela gosta de nos provocar sentimentos que colmatem falhas antigas, sendo que estes podem ser meramente ilusórios e basta-nos um raciocinio rápido para nos apercebermos das armadilhas que nos pregou.
A minha mente quis brincar comigo e baralhou todo um sistema existencial previamente definido. Mas basta encontrarmos o "ficheiro" danificado para repor todo o sistema novamente.
Estou de volta, cheia de força e com vontade para dar umas valentes gargalhadas.
Obrigada a todos os meus amigos, que nesta altura confusa que passei, me demonstraram porque os posso chamar de verdadeiros amigos.
Depois de toda a tempestade chega a bonança e a minha já chegou. Aprendeu-se mais alguma coisinha no caminho, que afinal de contas é para isso que cá andamos...
A única coisa que me preocupa neste momento é o sono e a fome que tenho, provocada por este "bug" porque fui atacada. Vou tratar disso.
Beijinhos
Mulholland Drive
Foto: MTTal como o Vasco (41m) começei a ver as letras das músicas de outra forma, deixo-vos aqui um trecho de um poema dos The Gift "Fácil de Entender", agora faz todo o sentido.
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei(...)
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei. (...)
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti...
(...)não sei o que é sentir
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender."



