
Não podia deixar passar esta data em branco, uma das minhas bandas preferidas faz 25 anos e por incrível que pareça reparei que já a ouço há pelo menos 20.
Die Toten Hosen, deixo-vos alguns dos videos mais emblemáticos desta banda,espero que gostem.
Um blogue em constante movimento mesmo quando parece parado!
O aristocrata culto. Não se digna responder directamente a ninguém nem acusar ou defender directamente ninguém. É o que nunca nomeia os alvos. É o que nunca polemiza para nunca se rebaixar. É o que condescende. Cita muito os melhores estrangeiros e os mais inesperados portugueses, como se fossem propriedade dele. Só se dá com os seus pares, tão cultos como ele, e entretece com eles misteriosas relações de sociedade secreta. A sua encoberta e alusiva má-língua pode incomodar os mais sensíveis e os que não conhecem o meio. Tem vassalos e criadagem com quem nunca se linka mas a quem às vezes, generoso, dá as sobrecasacas e as botas de montar velhas. Deixa-se ler como quem se mostra no salon. Entre os aristocratas cultos destaca-se por vezes um duque ou uma duquesa vermelhos, patéticos, que bebem com o povo e se arruínam alegremente.
O escritor. Nada a dizer, somos todos. Uns poetas e trovadores, outros prosaicos e pensadores. Na moda: os mistos, que ainda acumulam com a crítica literária, a crítica de arte, o futebol, a política, a criação de pardais… Há o escritor mesmo, que tem o blog para depositar os despejos.
Os jornalistas. Puxam muito pela carteira profissional pois, com a tabloidização e o triste espectáculo noticioso que grassa por aí, bem precisam da carteira para lhes creditar as atoardas e as manobras. Há sempre as excepções, é claro, e neste tipo há bastantes.
Há os blogues femininos com as suas regras.
Há os individualistas individuais e os individualistas colectivos. Não conheço blog plural que sobreviva.
Os salvadores do mundo. Mal vistos em todo o lado, não se salvam.
Os puros políticos. Têm explicação para tudo, são tu cá tu lá com Belém e S. Bento, praticam a arte de erigir em peças de arte a banalidade e um certo mistério (eu sei que tu sabes que eu sei que ele sabe); dão-se muito com os aristocratas cultos. Se lhes pudéssemos atribuir cabelo dar-lhes-íamos um penteado à rogeiro. A sua mais patética ilusão é a de que o universo espera as suas crónicas com ansiedade. Uns são políticos orgânicos (ao serviço dos respectivos partidos ou capelas), outros «franco-atiradores» (aspas hesitantes).
Há os que não sabem ler nem escrever e pensam que o blog é uma playstation.
Há os guerreiros, janíçaros façanhudos, tribais, não vivem sem inimigos, têm por cabeça uma bola cheia de ar, por sensibilidade um cachecol bordado, por leitura uma bandeira, por alma uma cor. Para os da mesma cor não há bons nem maus, perdoam-se tudo.
Os gastrónomos. Bom proveito.
Os puros poetas. Não são para entender mas para fruir, e há quem os frua (eu). Basta-lhes um orgasmo semanal ou mesmo mensal.
Há o fura-vidas nervoso, um poço de truques, trampolineiro, fogareiro, sempre de olho aceso em quem lê quem, em quem comenta onde, saltitante, de patinhas levantadas e nariz no ar farejando o lado donde sopra o vento.
Há os locais: o transmontano rochoso, o ribatejano toureiro, o minhoto dançarinheiro, o ilhéu jardineiro, o alentejano sempre, enfim, o cidadão indignado porque o 25 de Abril não passou por ali e vai tudo para Lisboa.
Há os especialistas. Somos todos. Cuidado com eles porque são paradoxalmente eclécticos e metem-se em tudo. Há os especialistas em localização de aeroportos e logo a seguir em constituição de equipas de futebol imbatíveis.
Há os ocultos, chiu, não falemos deles.
Há os herméticos: o boneco estético, o maldito, o funcionário cansado de evidências. Angelicais ou nem tanto.
Os wikipedistas. Ou googlistas. Ignoram que já todo o bicho-careta vai à Wikipédia e lhes topa a erudição? Muito ligados aos Especialistas. Basta-lhes um clic e comentam o possível e o imaginário. Também conhecidos por técnicos do copy-past criativo. Muito, muito peritos em línguas.
Há os ordinários. Sempre em pé, fodem a torto e a direito aqui na Internet: menos o pai, a mãe e as irmãs. Sempre anónimos e tristes.
Há os incrivelmente badalhocos que nunca falam de sexo.
O bloguista sem blog. Especializou-se em comentários nos dos outros, com ou sem emoticons. Positivo: público passivo é que não há, isso é para a televisão.
Com comentários, sem comentários. Não são tipos, são estados de espírito. Os segundos não querem conversar com estranhos, é tudo. O subtipo dos que moderam os comentários (os medrosos), pelo que conheço, fá-lo sem espírito declarado de censura.
Há os que só aceitam comentários quando estes não passam de Muito bom!, Genial!, J, Schlap! Boa!, Lol!, Foda-se!
Há o bom-serás, pasmado para os ídolos, esforçando-se até à hérnia por acompanhar uma coisa que não compreende muito bem e… ah, se ele soubesse que esta coisa é quase nada. Todos lhe podem dizer de vez em quando «pcht cala-te!» e ele cala-se. É mão-de-obra barata muito bem aceite para dar serventia aos qualificados.
A plebe inculta que, de dicionário na mão, se esforça por alinhavar queixumes e revoltas como se escrevesse para a rubrica de cartas ao director: sem esperança. Dura pouco, primeiro porque a plebe é inculta mas não é parva, segundo porque isto aqui é como lá fora: ninguém ouve as vozes que mais precisam de ser ouvidas.
Os bateristas. Porque vivem dos bombos da festa: Castro, Chávez, Bush, Berardo, Benfica, Alegre, Lula, Sócrates e tudo o que se chame Santos… Só têm uma ideia ou duas, bem fixas, mas uma infinidade de jogos mentais e verbais. Lançam-lhes um nome e eles batem, batem, rufam. Crianças pequenas e perversas.
Os comunistas. Bons bateristas e bons para bombos. Já não existem mas é preciso acabar com eles. Os anticomunistas, idem.
Os aforistas. São breves, cansam pouco e, normalmente, não dão que pensar. Aforizam aquelas coisas e adeus boa-tarde. Mas se for a Agustina a condensar banalidades, ora bem, já é diferente. Talvez porque a convenção determina que ela é mesmo a grande escritora portuguesa da actualidade.
Há os que abusam do youtube.
As confrarias do elogio mútuo ou: as comadres. Que nome tão suave para o que elas perpetram.
Há os que se julgam no centro do mundo e que pensam que tudo o que sai no mais recôndito blog lhes diz respeito. Muito ligados às comadres e a outras agremiações que actuam em bandos ou aos casais.
Há os narcisistas com os seus espelhos dourados e luminosos de prostíbulo.
O génio. Nada a dizer, somos todos.
José Pacheco Pereira. Nada a dizer, mas devia ser ele a mandar porque foi ele que inventou os blogs.
O contador de histórias. Bem-vindo, bem-vindo.
O contador de visitas. Compulsivo. Passa por grandes desgostos mas também por grandes alegrias, porque isto da comunicação e do sucesso é mesmo assim. É dele que deriva a figura universal do Grande Acusador: «Tens razão mas, como vives no deserto, és camelo.»
Há as excepções.
Enfim, destes e daqueles todos temos um pouco, e quem disser o contrário é louco."

Apetece-me escrever. Há muito tempo que não me apetece…aconteceu hoje!
Imagino a praia, imagino sempre uma praia no início de qualquer processo criativo, seja literário ou musical, talvez porque o mar represente a liberdade, liberdade esta necessária para completar qualquer folha em branco. A liberdade de espírito que procuro alcançar, a liberdade que se encontra grilhada pelo que é suposto, na “Pushed Again” dos Die Toten Hosen, está bem patente esse meu sentimento:
«Why should I go where everyone goes?
Why should I do what everyone does?
I don't like it when you get too close
I don't want to be under your thumb
I'm feeling pushed again....
Why can't you just leave me alone?
solitude is a faithful friend
turn the lights off - I'm not home
can't you see
I don't need your help?
You're going too fast when I want to go slow
you make me run when I want to walk
you're sending me down a rocky road
I get confused
when you start to talk
I'm feeling pushed again...
Why can't you just leave me alone?
You're dragging me right to the edge
I've got to go
when you jerk my rope
I don't know
where the good times went»
Por vezes sinto quando começam a falar que estão a invadir o meu espaço, que me estão a invadir, não gosto, sinto-me encurralada….deixe-me em paz, a solução há-de vir no seu devido tempo, a solução chega com o silêncio, com a paz de espírito como conclusão. Tenho de ter tempo e espaço para que tudo isso aconteça.
Sou sozinha, não me canso de repetir isto, sempre fui, gosto de escolher a companhia quando a desejo ter, não gosto que me imponham presenças e regras, nem que me macem com sermões. Eu gosto de estar sozinha, gosto do silêncio e da paz de espírito que me permite, os sons, as vozes e os ruídos por vezes irritam-me e enjoam.
Sei que estou numa encruzilhada mas tenho de sair dela sozinha, não me imponham soluções, não me venham com mezinhas, deixem-me estar, deixem-me ser. Deixem que seja eu a escolher o caminho.
Chegou a época do medo, esta época é sempre propensa a que os meus medos saiam cá para fora, que me atormentem noites e dias afio, costuma ser também uma época de revelações. “This is it, don`t be scared now!” a vida precisa de seguir em frente, não a posso barrar mais.
I’ve been living with a shadow overhead
I’ve been sleeping with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on
I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I’ve been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Oh oh oh
I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s got to be something for my soul somewhere
I’ve been looking for someone to shed some light
Not just somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I’m open to your suggestions
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I’m hoping you’ll be there for me in the end
There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration Not just another negotiation
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I’m hoping you’ll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I’ll be there for you in the end
Não se pode dizer que não tenha poder de encaixe, eu pelo menos revi-me....
Esperemos que todos consigamos encontrar o nosso caminho "back into love", ao contrário do que costumo admitir confesso que já estou a precisar.

Lembro-me ainda do primeiro dia que te vi, entrei naquela sala na casa da Joana, os meus olhos “scanaram” imediatamente a tua pessoa mas fingi que não vi. Encontramo-nos várias vezes nos meses seguintes, fui disfarçando a curiosidade e o interesse que a tua pessoa despertava em mim. Trocava algumas palavras contigo mas sempre de circunstância, nunca avancei muito na conversa, talvez porque já sabia que se o fizesse corria o risco de me apaixonar por ti e isso não estava nos meus planos.
Não contava que naquele dia, 24 de Janeiro lembro-me perfeitamente, tivéssemos de partilhar um guarda-chuva…Partilhar como quem diz, estávamos os dois debaixo do mesmo guarda-chuva, porque eu fiquei completamente molhada, eu sou baixinha e tu és um bocado alto, o que fez com que o guarda-chuva não me tenha servido de grande coisa. Tu reparaste no sucedido, pediste me desculpa, como se a tua altura fosse culpa tua…Lembro o teu sorriso, entre um encolher de ombros, como se fosses um menino que tinha acabado de fazer asneira, conquistaste-me nesse olhar. Seguiu-se um jantar, uma ida ao cinema, de repente o meu mundo deixou de fazer sentido sem o teu.
Tenho saudades desses tempos, tenho saudade do teu sorriso de menino, tenho saudade de acordar e ficar bem quietinha a ver-te dormir…tenho saudades tuas. Deus, como tenho saudades tuas, por vezes abre-se um buraco bem no centro do meu peito que te pertence, e que espera que o venhas preencher. É tarde de mais…um dia esta saudade vai passar.
Passei todo o dia, a percorrer joalharias, não encontrava as que achava serem as nossas, aquelas que simbolizavam tudo o que sentia por ti. Consegui encontrar as tulipas pretas que tanto gostas, pedi à florista que fizesse o ramo o mais simples possível. Quando entrei em casa, não cabia em mim de contente, sempre pensei que te estaria a fazer a surpresa da tua vida. Quando te estendi a caixa encarnada, e fiz a pergunta mais difícil de toda a minha vida, aquela que me dava mais satisfação, nunca pensei que a tua resposta fosse a aquela. Não aguentei, virei-me e trinquei a mão para que não ouvisses o grito que me transbordava a alma.
Sempre soube que o casamento não fazia parte dos teus planos, mas pensei que, ao fim de quatro anos e meio a viveres comigo, quisesses. Afinal a única diferença era o papel. E eu gostava tanto de te ter como minha mulher… Doeu-me tanto que decidi sair de casa, deixar-te a ti que eras a pessoa mais importante da minha vida, com quem pensei partilhar todos os meus sonhos e medos. Pior do que o não, foi a indignação que demonstraste, como se te estivesse a ofender, como se fosse a coisa mais estúpida do mundo, eu querer casar-me contigo. Pisaste os meus sentimentos, não consegui olhar mais para ti, era demasiado doloroso.
Quando sai de casa pensei nunca mais encontrar um rumo na minha vida. No entanto não foi isso que se passou, encontrei uma pessoa espantosa, alguém que me ajudou a tratar a ferida que me abriste no peito. Alguém que me ouviu quando mais precisava, mais necessitava de um ombro amigo, ainda sonhava contigo todas as noites e todos os dias. A pouco e pouco foste tornando mais distante deixaste de fazer parte do meu quotidiano. E ela começou a preencher-me os dias, os pensamentos, a minha vida.
Fomos viver juntos. Até que um dia ela perguntou-me logo de manhã, acabadinhos de acordar: E se casássemos? De um modo simples, sem grandes confusões, nem preparações. E eu respondi-lhe que sim, nem pensei, foi bastante natural. Estou feliz com a minha decisão, incrivelmente foste tu a primeira pessoa a quem tive necessidade de dizer.
Telefonei-te. Pareceste surpreendida quando ouviste a minha voz. Não falávamos há três meses, achei que não era noticia que se desse pelo telefone. Fomos tomar café, cheguei mais cedo, quando te vi aparecer ao longe a tua figura pareceu-me desconhecida, foi como se tivesse esquecido os teus contornos, o jeito do teu cabelo, a tua maneira de andar, até a tua voz. Iniciámos a conversa com as coisas banais, a família de cada um, os amigos que deixaram de ser comuns… até que me perguntaste: Que notícia é essa tão importante que não me podias dizer por telefone? Respondi-te, entre dentes, vou casar! Nunca paraste de me surpreender, começaste a rir como se não existisse amanhã, mais uma vez brincaste com algo que para mim era importante. Magoaste-me outra vez, quase tanto como da primeira. Mas continuavas a ser uma pessoa importante na minha vida, uma pedra fundamental no meu ser, por isso perguntei se querias ser a minha madrinha de casamento, balbuciaste umas palavras que imaginei quais fossem, disseste-me que não, era um absurdo, levantaste-te e foste embora.
Decidi naquela hora continuar a minha vida, sem me lembrar mais de ti. Mas desde aquele dia que voltaste ao meu imaginário. Foi uma asneira aquele telefonema, como sempre decidi seguir o meu coração e nem pensei.
Agora trago-te comigo no peito e não sei como te expulsar.
Eis o inicio de uma história, não sei se tenho muito jeito para capitulos e histórias longas, mas vou experimentar, vocês serão as minhas cobaias, digam de vossa justiça.
O inicio do texto não é meu, é de um site que nos desafia a fazer este tipo de coisas (http://livrodosbonsprincipios.wordpress.com/).
O que prometeste naquela noite é que regressarias mais tarde, “daqui a pouco”, com uma surpresa boa. Não disseste que me trarias uma caixinha encarnada, embrulhada em cetim preto, com um anel de preço comprometedor a fitar-me e a brilhar mais do que eu. Não me disseste que esperavas que a abrisse com entusiasmo ou que respondesse à tua pergunta (aquela que nunca quis ouvir!!! e que vai bem com a nossa música preferida) com o mesmo encanto eufórico com que a pronunciaste. Não me disseste nunca que esperavas mudar a minha forma de encarar a vida e a morte do amor, nem nunca esperaste fazê-lo entre lençóis, porque aí apenas inventamos que estamos vivos… Fiquei tão indignada contigo! Ou foi raiva? Ou decepção?
Balbuciaste umas palavras de incompreensão que nenhum de nós quis ouvir, que fingi não ouvir, voltaste as costas e eu soube que estavas a tapar o choro ou o grito com a palma da mão. Sei que te esmaguei, mas os teus sentimentos eram demasiado tenros, como fruta que pisamos no chão, mesmo sem querer ou quando queremos mordê-la mas se desfaz nas nossas mãos.
Agora sei que vais casar. Por isso decidiste encontrar-te mais uma vez comigo… Para me dizeres isso. Talvez humilhar-me. Não me conheces. Mas porque é que esta conversa tinha que acabar sem roupa, como as outras antes desta? Casa-te. Quem fica com as tuas alianças sou eu.
Fico-te com as alianças e com o coração. Não me conheces, tal como não me conhecias na altura, como é que te pode passar pela ideia que nos pudéssemos casar? Como pensaste que eu me iria casar? Esse tipo de pensamento da tua parte trespassou-me como se as tuas palavras fossem espadas. Não se está cinco anos com alguém sem o/a conhecer, devias saber melhor que isto, ou achavas que, quanto dizia que era contra o casamento, estava a falar dos outros ou a fazer um género? O casamento não se enquadra como o meu modo de vida, com o que quero para mim, tu acima de todas as pessoas devias saber isso. Eu sabia que no teu intimo era tua vontade casar, mas sempre pensei que abdicavas desse desejo por saberes que eu não fazia a melhor intenção de o fazer. Naquele momento morreste para mim, como morrem todos aqueles que me magoam.
Quando recebi o teu telefonema, demorei a perceber o que pretendias. Disseste que querias contar-me uma coisa que para sempre iria mudar a tua vida. Pensei que fosse algo profissional. Por isso concordei em encontrar-me contigo. Quando mo disseste comecei a rir, pensei que estivesses a gozar, perguntei-te até a brincar se se tratava de alguma imigrante que precisava de visto, lembras-te?
Não acredito que seja tão fácil esquecer alguém com quem se viveu durante quatro anos e meio, em três meses, muito menos acredito alguém no seu perfeito juízo case com alguém com quem tem uma relação de menos de três meses…não o consigo compreender. Talvez seja possível, é certamente possível no teu caso, porque o vais fazer. Parece-me abuso que me convides para tua madrinha de casamento, não é normal. Recusei…não vou fazer parte da tua loucura. Além disso dói teres-me esquecido, em tão pouco tempo. Fere-me no mais íntimo do meu ser. Queres saber se ainda gosto de ti? É óbvio que sim, não se esquece uma história como a nossa em tão pouco tempo.
Reprodução de um quadro de Zé Penicheiro (quem não conhece que descubra a obra que é realmente fantástica)
Foto: MT
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