Saturday, August 25, 2007

Os meus Anjos




Relembrei esta canção graças ao post da Catarina em Lx, faz parte do rol de canções que me revolve as entranhas. Uma canção que me relembra os meus Anjos, que infelizmente por esta altura da vida já são muitos, demasiados até, devo acrescentar.

Como tal dedico esta canção a esses meus Anjos, aqueles que tocaram e tocam a minha vida e cuja passagem influenciou a pessoa que sou hoje. Dedico esta canção àqueles de quem sinto infinitas saudades....

Obrigada por fazerem parte de mim



"I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel

I can love
But I need his heart
I am strong even on my own
But from him I never want to part
He's been there since the very start
My angel Gabriel
My angel Gabriel

Bless the day he came to be
Angel's wings carried him to me
Heavenly
I can fly
But I want his wings
I can shine even in the darkness
But I crave the light that he brings
Revel in the songs that he sings
My angel Gabriel
My angel Gabriel
My angel Gabriel"

Dido


Tuesday, August 07, 2007

Milord




Deixo-vos uma grande senhora, numa das minhas canções preferidas, se puderem espreitem a versão da Ute Lemper que também é divina.

Sono

Foto: MT


De há 3 dias a esta parte, por volta das 8:30/9:00 começo a ver tudo desfocado, as pálpebras começam a fechar e pimba durmo até ao dia seguinte.

Ainda bem que isto acontece no Verão quando as noites estão boas para desfrutar e não naqueles dias frios e chuvosos de Inverno....


Hoje não quero saber, antes dessa hora chegar, saio de casa, que Agosto é Agosto, e se não se aproveita Agosto, não se aproveita o resto do ano....


Uma coisa é certa, acordo sem restias de sono! Pudera a dormir 12 horas por dia....

Sunday, July 29, 2007

Rescaldo Parisiense

Foto: MT



Os destinos mais apetecidos por vezes transformam-se em autenticas montanhas russas interiores, que nos abanam e revolvem para que no fim possamos trazer um sorriso nos lábios e a vontade de voltar. Assim foi a minha jornada em Paris, duas semanas de pura adrenalina, revolvimento, suor e algumas lágrimas. Paris "all by myself" depois de ter saltado. Uma autêntica luta entre o velho e o novo, entre a vontade de seguir em frente e as memórias e vícios do passado. Conclusão mudei, sinto-o cá dentro, penso que deixei algumas camadas da minha pele junto da velha Lutécia (sim porque as pessoas também têm camadas, não são só os ogres e as cebolas ah ah).
Confesso que a última noite no sopé da Torre Eiffel me vai ficar para sempre guardada na memória, um cenário inesquecível e tudo o que vivi naquelas duas semanas bem à flor da pele. Não consigo entender muito bem o que se passou em Paris mas é certo que voltarei,afinal na margem do Rio Sena eu sentei e chorei*!




*Plagiando Paulo Coelho, não gosto muito da escrita do senhor mas desse livro ( "Na margem do Rio Pietra sentei e chorei") gostei!

Wednesday, July 04, 2007

The Divine Comedy - Our Mutual Friend



Hoje apetece-me deixar-vos aqui um bocadinho do meu mundo imaginário, a minha banda preferida (entre os vivos) numa interpretação ao vivo de uma das minhas músicas preferidas - The Divine Comedy em "Our mutual friend". Espero que gostem.

Sunday, July 01, 2007

Vou saltar!

Foto: MT

A caixinha das emoções fechou, vejo agora que é mesmo o terminar, o fim, hoje em dia apenas anseio para que uma nova etapa comece. Acho que por ter vivido demasiado o ciclo que agora encerra, este não me deixa saudades, mas começa a provocar-me ansiedade a espera pelo novo.
Do ciclo que agora encerro, não deixei nada por viver, vivi tudo, vivi ao máximo e em pleno, como deve ser....o erro foi tê-lo vivido demasiadas vezes....mas enfim ninguém nasce ensinado.
Agora resta-me encarar o desconhecido com um sorriso nos lábios porque de repente já não tenho medo....
É hora de saltar!

Thursday, May 31, 2007

Despedida....

Foto: MT




Despedida


Quando tarde o sol já dorme
Fica a noite escura e fria
Há em mim uma saudade
Que há muito já sentia

Saudades da capa negra
Serenatas ao luar
Que fazia às donzelas
Até a manhã chegar

Foi sonho para aqui vir estudar
Era o curso o meu desejo
Por partir estou a chorar
Partir de ti Alentejo

Lágrima perdida no rosto
Ou noite sem ter o luar
São expressão deste meu desgosto
De Évora ter que deixar

Adormeço com a idéia
Presa naquela ansiedade
Começo logo sonhando
Tempos de Universidade

Os amigos que lá fiz
Vêm ao meu pensamento
Época em que eu fui feliz
E se vai perder no tempo.

(João Paulo Freitas)

Tuesday, May 22, 2007

Pushed Again

Apetece-me escrever. Há muito tempo que não me apetece…aconteceu hoje!


Imagino a praia, imagino sempre uma praia no início de qualquer processo criativo, seja literário ou musical, talvez porque o mar represente a liberdade, liberdade esta necessária para completar qualquer folha em branco. A liberdade de espírito que procuro alcançar, a liberdade que se encontra grilhada pelo que é suposto, na “Pushed Again” dos Die Toten Hosen, está bem patente esse meu sentimento:

«Why should I go where everyone goes?
Why should I do what everyone does?
I don't like it when you get too close
I don't want to be under your thumb

I'm feeling pushed again....

Why can't you just leave me alone?
solitude is a faithful friend
turn the lights off - I'm not home
can't you see
I don't need your help?

You're going too fast when I want to go slow
you make me run when I want to walk
you're sending me down a rocky road
I get confused
when you start to talk

I'm feeling pushed again...

Why can't you just leave me alone?
You're dragging me right to the edge
I've got to go
when you jerk my rope
I don't know
where the good times went»

Por vezes sinto quando começam a falar que estão a invadir o meu espaço, que me estão a invadir, não gosto, sinto-me encurralada….deixe-me em paz, a solução há-de vir no seu devido tempo, a solução chega com o silêncio, com a paz de espírito como conclusão. Tenho de ter tempo e espaço para que tudo isso aconteça.

Sou sozinha, não me canso de repetir isto, sempre fui, gosto de escolher a companhia quando a desejo ter, não gosto que me imponham presenças e regras, nem que me macem com sermões. Eu gosto de estar sozinha, gosto do silêncio e da paz de espírito que me permite, os sons, as vozes e os ruídos por vezes irritam-me e enjoam.

Sei que estou numa encruzilhada mas tenho de sair dela sozinha, não me imponham soluções, não me venham com mezinhas, deixem-me estar, deixem-me ser. Deixem que seja eu a escolher o caminho.

Chegou a época do medo, esta época é sempre propensa a que os meus medos saiam cá para fora, que me atormentem noites e dias afio, costuma ser também uma época de revelações. “This is it, don`t be scared now!” a vida precisa de seguir em frente, não a posso barrar mais.

Patricia O`Callaghan





Deixo-vos aqui um pequeno excerto, de um espectáculo fenomenal, com uma das vozes que mais admiro Patricia O`Callagham.
É bastante dificil encontrar material desta senhora em terras lusas.

Wednesday, April 25, 2007

2º Aniversário do Entre Mares e Planuras

Foto: MT
Faz hoje dois anos que este blog teve inicio. Muita coisa foi escrita...Quero agradecer a todos os visitantes habituais pela vossa companhia.

Beijinhos

MT

Monday, April 23, 2007

Music & Lyrics

Um filme péssimo, não o recomendo no entanto tem alguns apontamentos musicais interessantes. Deixo-vos um deles aqui:



a letra é daquelas que se entranham no nosso ser passando de repente a representar tudo aquilo que nunca fomos capazes de verbalizar, fica aqui:

I’ve been living with a shadow overhead
I’ve been sleeping with a cloud above my bed
I’ve been lonely for so long
Trapped in the past, I just can’t seem to move on

I’ve been hiding all my hopes and dreams away
Just in case I ever need em again someday
I’ve been setting aside time
To clear a little space in the corners of my mind
All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
Oh oh oh

I’ve been watching but the stars refuse to shine
I’ve been searching but I just don’t see the signs
I know that it’s out there
There’s got to be something for my soul somewhere
I’ve been looking for someone to shed some light
Not just somebody just to get me throught the night
I could use some direction
And I’m open to your suggestions

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart again
I guess I’m hoping you’ll be there for me in the end
There are moments when I don’t know if it’s real
Or if anybody feels the way I feel
I need inspiration Not just another negotiation

All I want to do is find a way back into love
I can’t make it through without a way back into love
And if I open my heart to you
I’m hoping you’ll show me what to do
And if you help me to start again
You know that I’ll be there for you in the end


Não se pode dizer que não tenha poder de encaixe, eu pelo menos revi-me....

Esperemos que todos consigamos encontrar o nosso caminho "back into love", ao contrário do que costumo admitir confesso que já estou a precisar.





Sunday, April 22, 2007

A Estrada


Foto: MT


Gostava de conseguir ver, por vezes, o que está para lá da luz desfocada.
Que desafios me aguardam, que páginas serão escritas....
A Estrada leva-me sempre para lugares nunca antes visitados, mesmo aqueles por onde já passei. Limpa a alma, faz renovar os pensamentos, leva a novos conhecimentos.

Saturday, April 21, 2007

Fotos

Apetece-me partilhar com vocês fotos do fim de semana da Páscoa, talvez com esperança que fins de semana destes se repitam....Um bicicleta, um mp3 com a música certa e uma bonita paisagem para disfrutar.





Foto: MT


Foto: MT


Foto: MT



Foto: MT

Claro que tudo isto na fantástica cidade da Figueira da Foz!

Monday, April 16, 2007

Dia Mundial da Voz

Hoje é o dia Mundial da Voz pelo que fica aqui um texto do site Médicos de Portugal - http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1022/.
A voz é o nosso melhor instrumento, preservem-no.



"
Oiça a Sua Voz,

Cuide da Sua Voz,

Goste da Sua Voz


Dra. Andreia Rodrigues, Terapeuta da Fala

Data: 2006-04-13



O Dia Mundial da Voz, tem como objectivo a sensibilização para a importância da voz, suas alterações e os cuidados a ter, para manter uma voz saudável.

O que é a Voz?


Desde sempre, que o homem sente necessidade de comunicar, sendo a voz um dos veículos de transmissão da mensagem, de forma a expormos as nossas ideias com clareza e eficácia. Também constitui um instrumento, relevante na socialização (como factor de estabelecimento das relações), estimulando reacções de interesse, de alegria, permitindo desenvolver afectividade. Pode-se considerar a voz, como o resultado da expressão corporal, dependente do bem estar físico e psíquico do indivíduo.A voz, deve possuir um conjunto de características (intensidade, altura, duração e ritmo), permitindo um uso adequado e sua percepção agradável aos outros. Quando estas características, se alteram, instala-se um desvio, ou seja, deixa de ser aceite como “normal” se não estiver adequada ao sexo, à idade ou ao contexto sócio-cultural.

Como se produz a Voz?

1º Ao sentir vontade de falar, o cérebro transmite impulsos nervosos aos músculos do sistema respiratório,2º esses músculos, ao contraírem-se, geram uma determinada pressão sob o volume de ar nos pulmões, que é forçado a subir ao longo da traqueia,3º chegando à laringe (onde se situam as pregas vocais, formando um V invertido), o ar flui pelas pregas vocais, colocando-as em vibração, gerando um som,4º esse som é modulado/amplificado, pelas estruturas do tracto vocal (cavidades de ressonância: faríngea, bucal e nasal e estruturas articulatórias, que se movimentam: lábios, língua e mandíbula), originando a voz, como um conjunto de sons da fala.Qualquer alteração, ao longo desta via, quer seja por motivos estruturais e/ou comportamentais, irá condicionar uma boa qualidade vocal. As alterações da qualidade vocal designam-se por Disfonias.

O que prejudica a Voz?

Tabaco

Existe evidência científica quanto aos efeitos do tabaco na laringe, nomeadamente às alterações morfológicas e funcionais que ocorrem nas pregas vocais e consequentemente originam uma má qualidade vocal. A qualidade vocal vai-se deteriorando, muitas vezes sem que o indivíduo se aperceba, uma vez que esse efeito é gradual.O fumo do cigarro, causa irritação das pregas vocais (resultando em edema e inflamação), estas reagem, produzindo muco, que se acumula em toda a sua extensão (na camada mais superficial), favorecendo o aparecimento de pigarreio e da tosse, conduzindo à desidratação, assinalada pelo indivíduo como “garganta seca, arranhada, áspera ou com expectoração”.

Álcool

O consumo diário de álcool, principalmente de bebidas destiladas, como o brandy, wisky e aguardentes, levam ao mesmo conjunto de acontecimentos, descritos anteriormente. O efeito nocivo, instala-se lentamente. O pigarreio é frequente e a tosse matinal, constituem comportamentos agressivos a laringe e faringe.

Cafeína

Esta substância, existente no café, chá e coca-cola, tem um efeito de desidratação das mucosas do tracto vocal, assim como um factor de excitabilidade do sistema nervoso.Refluxo Gastro-Esofágico (RGE)Também chamado “azia”, o RGE (sucos gástricos que refluem) é extremamente agressivo para a mucosa da faringe e região posterior das pregas vocais, originando a sensação de queimadura. Deste modo, ocorre um aumento de produção de muco e consequentemente a necessidade de pigarrear e tossir.

Poluição

A exposição prolongada, face à inalação de vapores tóxicos, (provenientes de fábricas, oficina de automóveis, limpezas domésticas), do pó (das casas; escola, como o pó da utilização de giz e respectivo apagador) e dos fungos e bolores de objectos guardados há muito tempo, em locais pouco arejados; podem constituir agentes agressivos paras as mucosas do nariz, faringe e laringe.

Diferenças de Temperatura

Os indivíduos sujeitos a mudanças de locais com diferentes temperaturas, como a utilização de câmaras frigoríficas, ou espaços de temperatura elevada com menor (ar condicionado) ou maior grau de humidade (estufas); levam à desidratação das mucosas do nariz, faringe e laringe; estimulando a ocorrência de pigarreio.

Mudanças de estação de ano

Durante estes períodos, com relevância na primavera, com a inalação do pólen circundante no ar, aumentam a sensibilidade das mucosas das fossas nasais, desencadeando espirros frequentes, corrimento nasal, pruridos, dificuldades em manter uma respiração nasal. De igual modo, pelos factores descritos anteriormente, estes episódios levam à desidratação e abusos vocais constantes como o pigarreio e a tosse, que provocam atrito intenso nas pregas vocais.

Bebidas quentes e geladas

A temperatura do nosso corpo é constante, mas sempre superior àquela existente numa bebida fria/gelada como a água, cerveja ou leite provenientes do frigorífico, provocando uma vasoconstrição da região faríngea e laríngea e assim uma diminuição do lúmen dos espaços de ressonância (limitando amplificação da voz).

Stress

Situações geradores de stresse, muitas vezes evidenciado pelo cansaço, tensão muscular, espasmos musculares, palpitações, suores, etc. acabam por influenciar negativamente a qualidade de voz.Boca seca, diminuição de amplitude da mandíbula, imprecisão articulatória, diminuição do lúmen da faringe, levam a um voz, produzida numa laringe em contracção muscular, percepcionando uma voz “apertada, tensa, em esforço”.

Mau uso e Abuso Vocal

A permanência de comportamentos vocais como o pigarreio e a tosse (abusos vocais); gritar, falar muito (com poucas pausas), falar muito alto (principalmente contra um ruído de fundo), falar depressa demais, ausência de entoação melodia (voz monocórdica) ou a utilização de uma intensidade e altura tonal numa frase de forma desadequada; resultam em alterações na qualidade vocal.

*Sinais e sintomas de alerta

Sensação de esforço, de secura, de comichão, de queimadura, de corpo estranho na garganta, fadiga vocal (fonastenia), rouquidão progressiva e/ou persistente por mais de 2 semanas, dor persistente na garganta ou durante a deglutição, aparecimento de uma "massa" no pescoço, pigarreio constante; que ocorrendo com alguma frequência, poderão ser indicativos de patologia vocal.

*Cuidados a ter com a Voz

Manter uma voz saudável, requer alguns cuidados diários:

Hidratação: beba água, em pequenos golos, ao longo do dia, à temperatura natural (2l/dia)

Faça gargarejos com uma solução salina em água tépida

Lave as fossas nasais com soluções aquosas (como o soro fisiológico) ou vaporizações diárias

Reduza a ingestão de bebidas como o álcool, café, bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas e o consumo de pastilhas à base de menta, que podem provocar desidratação

Não fume, evite frequentar ambientes com fumo

Evite ambientes com ar condicionado

Faça repouso vocal, após o uso prolongado de voz ou uso vocal de intensidade muito forte

Utilize uma articulação adequada (com movimentos amplos da língua, dos lábios), velocidade do discurso moderada

Evite usar a voz (em duração e intensidade) sempre que esteja “constipado”, ou em crises de alergias

Reduza o consumo de condimentos na alimentação (como o piripiri) provocam azia e má digestão

Mantenha um estilo de vida saudável (faça desporto, tenha uma alimentação equilibrada, durma no mínimo 8h, passeie, relaxe e divirta-se).

*Intervenção na Voz - Equipa Multidisciplinar

Na existência de alterações na qualidade da voz, devem ser consultados profissionais de saúde como o otorrinolaringologista e a terapeuta da fala, habilitados para avaliar a situação, diagnosticar e estabelecer a intervenção terapêutica mais adequada.Os problemas de voz, atingem na maioria adultos e jovens, mas também crianças. A intervenção na área da voz, conforme o caso clínico, requer uma comunicação com vários profissionais e famílias, de forma que a complementariedade em todo o processo terapêutico, revele eficácia na resolução do problema de voz:



Bibliografia

Dia Mundial da Voz. http://www.els2004.com.pt . 10-04-2006, 13:30.» Guimarães, I. (2002).

An electrolaryngographic study of dysphonic Portuguese speakers. Dissertação de doutoramento. Londres: University of London.» Guimarães, I., & Cruz, M. (1995).

Manual de Intervenção da Voz. Curso teórico práctico. Lisboa: Fisiopraxis.» Rodrigues, A. (2004).
A voz e o stresse em fumadores. Monografia final do curso bietápico de licenciatura em Terapia da Fala: Escola Superior de Saúde do Alcoitão.» Cruz, C., (1998).

Reabilitação vocal. In: S. Ruah & C. Ruah (Eds.), Manual de Otorrinolaringologista (Vol. V, pp. 116-122). Amadora: Roche Farmacêutica.» Vartanin, A., Beecher, H., & Alvi, A., (2005).

Perturbações da voz. Postgraduate Medicine (edição portuguesa), 24 (2), 80-88."

Monday, January 22, 2007

A Caixa Encarnada - Capitulo III

Lembro-me ainda do primeiro dia que te vi, entrei naquela sala na casa da Joana, os meus olhos “scanaram” imediatamente a tua pessoa mas fingi que não vi. Encontramo-nos várias vezes nos meses seguintes, fui disfarçando a curiosidade e o interesse que a tua pessoa despertava em mim. Trocava algumas palavras contigo mas sempre de circunstância, nunca avancei muito na conversa, talvez porque já sabia que se o fizesse corria o risco de me apaixonar por ti e isso não estava nos meus planos.

Não contava que naquele dia, 24 de Janeiro lembro-me perfeitamente, tivéssemos de partilhar um guarda-chuva…Partilhar como quem diz, estávamos os dois debaixo do mesmo guarda-chuva, porque eu fiquei completamente molhada, eu sou baixinha e tu és um bocado alto, o que fez com que o guarda-chuva não me tenha servido de grande coisa. Tu reparaste no sucedido, pediste me desculpa, como se a tua altura fosse culpa tua…Lembro o teu sorriso, entre um encolher de ombros, como se fosses um menino que tinha acabado de fazer asneira, conquistaste-me nesse olhar. Seguiu-se um jantar, uma ida ao cinema, de repente o meu mundo deixou de fazer sentido sem o teu.

Tenho saudades desses tempos, tenho saudade do teu sorriso de menino, tenho saudade de acordar e ficar bem quietinha a ver-te dormir…tenho saudades tuas. Deus, como tenho saudades tuas, por vezes abre-se um buraco bem no centro do meu peito que te pertence, e que espera que o venhas preencher. É tarde de mais…um dia esta saudade vai passar.

Tuesday, December 12, 2006

A Caixa Encarnada - Capitulo II

Passei todo o dia, a percorrer joalharias, não encontrava as que achava serem as nossas, aquelas que simbolizavam tudo o que sentia por ti. Consegui encontrar as tulipas pretas que tanto gostas, pedi à florista que fizesse o ramo o mais simples possível. Quando entrei em casa, não cabia em mim de contente, sempre pensei que te estaria a fazer a surpresa da tua vida. Quando te estendi a caixa encarnada, e fiz a pergunta mais difícil de toda a minha vida, aquela que me dava mais satisfação, nunca pensei que a tua resposta fosse a aquela. Não aguentei, virei-me e trinquei a mão para que não ouvisses o grito que me transbordava a alma.

Sempre soube que o casamento não fazia parte dos teus planos, mas pensei que, ao fim de quatro anos e meio a viveres comigo, quisesses. Afinal a única diferença era o papel. E eu gostava tanto de te ter como minha mulher… Doeu-me tanto que decidi sair de casa, deixar-te a ti que eras a pessoa mais importante da minha vida, com quem pensei partilhar todos os meus sonhos e medos. Pior do que o não, foi a indignação que demonstraste, como se te estivesse a ofender, como se fosse a coisa mais estúpida do mundo, eu querer casar-me contigo. Pisaste os meus sentimentos, não consegui olhar mais para ti, era demasiado doloroso.

Quando sai de casa pensei nunca mais encontrar um rumo na minha vida. No entanto não foi isso que se passou, encontrei uma pessoa espantosa, alguém que me ajudou a tratar a ferida que me abriste no peito. Alguém que me ouviu quando mais precisava, mais necessitava de um ombro amigo, ainda sonhava contigo todas as noites e todos os dias. A pouco e pouco foste tornando mais distante deixaste de fazer parte do meu quotidiano. E ela começou a preencher-me os dias, os pensamentos, a minha vida.

Fomos viver juntos. Até que um dia ela perguntou-me logo de manhã, acabadinhos de acordar: E se casássemos? De um modo simples, sem grandes confusões, nem preparações. E eu respondi-lhe que sim, nem pensei, foi bastante natural. Estou feliz com a minha decisão, incrivelmente foste tu a primeira pessoa a quem tive necessidade de dizer.

Telefonei-te. Pareceste surpreendida quando ouviste a minha voz. Não falávamos há três meses, achei que não era noticia que se desse pelo telefone. Fomos tomar café, cheguei mais cedo, quando te vi aparecer ao longe a tua figura pareceu-me desconhecida, foi como se tivesse esquecido os teus contornos, o jeito do teu cabelo, a tua maneira de andar, até a tua voz. Iniciámos a conversa com as coisas banais, a família de cada um, os amigos que deixaram de ser comuns… até que me perguntaste: Que notícia é essa tão importante que não me podias dizer por telefone? Respondi-te, entre dentes, vou casar! Nunca paraste de me surpreender, começaste a rir como se não existisse amanhã, mais uma vez brincaste com algo que para mim era importante. Magoaste-me outra vez, quase tanto como da primeira. Mas continuavas a ser uma pessoa importante na minha vida, uma pedra fundamental no meu ser, por isso perguntei se querias ser a minha madrinha de casamento, balbuciaste umas palavras que imaginei quais fossem, disseste-me que não, era um absurdo, levantaste-te e foste embora.

Decidi naquela hora continuar a minha vida, sem me lembrar mais de ti. Mas desde aquele dia que voltaste ao meu imaginário. Foi uma asneira aquele telefonema, como sempre decidi seguir o meu coração e nem pensei.

Agora trago-te comigo no peito e não sei como te expulsar.

Monday, December 11, 2006

A caixa encarnada - Capitulo I

Eis o inicio de uma história, não sei se tenho muito jeito para capitulos e histórias longas, mas vou experimentar, vocês serão as minhas cobaias, digam de vossa justiça.

O inicio do texto não é meu, é de um site que nos desafia a fazer este tipo de coisas (http://livrodosbonsprincipios.wordpress.com/).



Foto: MT


O que prometeste naquela noite é que regressarias mais tarde, “daqui a pouco”, com uma surpresa boa. Não disseste que me trarias uma caixinha encarnada, embrulhada em cetim preto, com um anel de preço comprometedor a fitar-me e a brilhar mais do que eu. Não me disseste que esperavas que a abrisse com entusiasmo ou que respondesse à tua pergunta (aquela que nunca quis ouvir!!! e que vai bem com a nossa música preferida) com o mesmo encanto eufórico com que a pronunciaste. Não me disseste nunca que esperavas mudar a minha forma de encarar a vida e a morte do amor, nem nunca esperaste fazê-lo entre lençóis, porque aí apenas inventamos que estamos vivos… Fiquei tão indignada contigo! Ou foi raiva? Ou decepção?

Balbuciaste umas palavras de incompreensão que nenhum de nós quis ouvir, que fingi não ouvir, voltaste as costas e eu soube que estavas a tapar o choro ou o grito com a palma da mão. Sei que te esmaguei, mas os teus sentimentos eram demasiado tenros, como fruta que pisamos no chão, mesmo sem querer ou quando queremos mordê-la mas se desfaz nas nossas mãos.

Agora sei que vais casar. Por isso decidiste encontrar-te mais uma vez comigo… Para me dizeres isso. Talvez humilhar-me. Não me conheces. Mas porque é que esta conversa tinha que acabar sem roupa, como as outras antes desta? Casa-te. Quem fica com as tuas alianças sou eu.

Fico-te com as alianças e com o coração. Não me conheces, tal como não me conhecias na altura, como é que te pode passar pela ideia que nos pudéssemos casar? Como pensaste que eu me iria casar? Esse tipo de pensamento da tua parte trespassou-me como se as tuas palavras fossem espadas. Não se está cinco anos com alguém sem o/a conhecer, devias saber melhor que isto, ou achavas que, quanto dizia que era contra o casamento, estava a falar dos outros ou a fazer um género? O casamento não se enquadra como o meu modo de vida, com o que quero para mim, tu acima de todas as pessoas devias saber isso. Eu sabia que no teu intimo era tua vontade casar, mas sempre pensei que abdicavas desse desejo por saberes que eu não fazia a melhor intenção de o fazer. Naquele momento morreste para mim, como morrem todos aqueles que me magoam.

Esta tua obsessão, quase doentia com o casamento, preocupa-me. Passaram três meses desde que nos separámos, três meses bastaram-te para te atirares para um casamento. Não percebo o que se passa nessa tua cabeça.

Quando recebi o teu telefonema, demorei a perceber o que pretendias. Disseste que querias contar-me uma coisa que para sempre iria mudar a tua vida. Pensei que fosse algo profissional. Por isso concordei em encontrar-me contigo. Quando mo disseste comecei a rir, pensei que estivesses a gozar, perguntei-te até a brincar se se tratava de alguma imigrante que precisava de visto, lembras-te?

Não acredito que seja tão fácil esquecer alguém com quem se viveu durante quatro anos e meio, em três meses, muito menos acredito alguém no seu perfeito juízo case com alguém com quem tem uma relação de menos de três meses…não o consigo compreender. Talvez seja possível, é certamente possível no teu caso, porque o vais fazer. Parece-me abuso que me convides para tua madrinha de casamento, não é normal. Recusei…não vou fazer parte da tua loucura. Além disso dói teres-me esquecido, em tão pouco tempo. Fere-me no mais íntimo do meu ser. Queres saber se ainda gosto de ti? É óbvio que sim, não se esquece uma história como a nossa em tão pouco tempo.

Tuesday, December 05, 2006

Uma prenda de Natal antecipada para a minha irmã e para as minhas amigas. O importante era mesmo a música por isso...


"Só o teu riso dura. Mostrei-te o mar.Mostrei-to antes e depois de morreres"
Luis Filipe Castro Mendes

Monday, December 04, 2006

Retrato de Adolescente

Estou sentada no chão do meu quarto, espremida no pequeno espaço que dista entre a mesa-de-cabeceira e o armário. Choro. Choro muito. No rádio passa a cassete, mais usada de todos os domingos, Enigma. Este cenário repete-se todas as semanas. O quarto não tem luz, o estore está corrido até baixo. O Domingo é o único dia em que tenho tempo para chorar, para deitar tudo o que tenho cá dentro. Este reboliço de sentimentos e revoltas que trago comigo. É como se carregasse dentro de mim duas personalidades, a que tem de fazer tudo o que deve ser feito e a outra a mais escura que quer gritar bem alto todas as atrocidades que me atropelam durante a semana. Esta tarde é o único tempo que tenho para mim, para me libertar. Apetece-me gritar, mas não posso. Até o choro, que não consigo reprimir, tem de ser mudo, para não alarmar os meus pais que estão em casa. Eles não compreendem, fazem tudo o que é humanamente possível fazer por um filho, não quero preocupá-los, não quero que se sintam impotentes e se culpabilizem, a culpa não é deles. A culpa é minha. Como é que as coisas chegaram a este ponto não sei, não consigo perceber, faço tudo para agradar a tudo e a todos. Inventei um jogo, o objectivo é não pensar. Penso então que não posso pensar em nada, uma parte do meu cérebro fica bloqueada mas existe outra por detrás que começa a pensar que não pode pensar em nada, e assim passo horas neste exercício de concentração, que me permite dividir o meu pensamento em nove patamares, não consigo mais.
Amanhã é segunda, detesto as segundas-feiras. Detesto ter que voltar a ver todas aquelas pessoas que estão na escola. Mas tenho que ir e com um sorriso nos lábios. Não deixo perceber que me provocam, raiva, angústia, mau estar, que me fazem sentir como se tivesse perdido a minha dignidade, o meu carácter, a minha opinião, a minha vontade. Não sei se me humilham por prazer. Refugio-me no meu próprio mundo, um mundo em que sou tudo o que sempre quis ser. No meio desta dor tortuosa aparento ser feliz, habituei-me a fingir toda essa felicidade, para que não entrar num abismo ainda mais profundo. A minha alma negra e transtornada não permite passar essa fronteira. As tentativas de suicídio, fui sempre demasiado cobarde para infligir dor em mim própria, apesar de várias vezes as ter iniciado, deixaram de atordoar o meu pensamento. As fugas da realidade, sempre infrutíferas, já não se transformam em fugas reais, são demasiado penosas para a minha mãe. Mas a realidade é que continuo a querer fugir, não sei para onde, penso que para o mundo dos sonhos, talvez. Quero sair desta cidade, ir para o mundo onde outrora me sentia compreendida, quero estar no meio dos animais, porque sinto que estes são os únicos que me conhecem, que me percebem, que me entendem, quero voltar para o Alentejo.
Escrevo muito, tenho vários blocos de apontamentos, leio muito, no pouco tempo que me resta da minha actividade escolar e desportiva. São a única brecha, para o mundo dos sonhos, que me é permitida. Ouço música, muita música, o prazer último da minha existência, ouço sempre música, nas aulas, na rua, sempre…até mesmo quando não existe nenhum rádio presente. As canções transformam-se em escapes da realidade, transportam-me para um mundo que não pode ser meu, mas que no entanto me faz sentir verdadeiramente à vontade. Queen, Luís Represas e Beatles são os meus guias. De tal forma que por altura da morte de Freddy Mercury passei todo o dia a chorar, escrevi-lhe um poema durante a primeira aula da manhã e desenhei um retrato a carvão que coloquei na porta do armário do meu quarto, foi como se um amigo tivesse morrido, na minha realidade foi.
A minha mãe está a chamar-me para ir jantar, terminou o meu momento, volto a ter uma cara contente, alegre e pronta para enfrentar a vida. Amanhã é segunda-feira, tenho tanto medo…

Sunday, December 03, 2006

Balada do 5º ano Juridico



Balada do 5º ano Juridico pelo Grupo de Fados da UM

Se existe música que me emociona é esta...não existe outra que me atravesse de forma tão tempestuosa, desde o sotão até à cave.
Palavras para quê? Ouçam a letra...e quem sente a Tradição não precisa que se diga mais nada.
Guardem a caixinha das emoções porque ela vai entrar em ebulição.

Boa Noite