Monday, June 19, 2006
Alma Perdida
Corpo dormente
Sorriem os meus olhos
A toda a gente
Começa o silêncio…
Saem-me mudas as palavras
Falha -me a voz
Fechei-me
Não quero sentir mais nada!
Procuro palavras
Que digam
Que estou aqui
No entanto elas só dizem
O que não quis
MT
Tuesday, June 13, 2006
Ligeti

Fica aqui o meu testemunho sobre a vida de um grande compositor, um dos que mais admiro.
György Ligeti nasceu a 28 de Maio de 1923 em Dicsöszentmárton, que actualmente se chama Tirnaveni, uma pequena cidade na Transilvânia que pertence à Roménia desde 1920.
A família do compositor era judaica húngara, facto que o vai marcar durante a II Guerra Mundial.
Com a mudança de residência, para Koloszvar, abrem-se as portas da cultura para o jovem György, começa a frequentar o meio musical da cidade.
Chegada a fase de optar por uma via profissional, Ligeti, vê-se no meio de um impasse, em que seria o destino a fazer a opção por ele, seguiria Música ou Física? No entanto a presença Nazi na Roménia iria ser decisiva, apenas existia uma vaga para Física para alunos judeus e Ligeti não a conseguiu. Não obstante quem conhece a obra de Ligeti percebe perfeitamente que a paixão pela Física manteve-se ao longo da sua carreira, irá utilizar sistematicamente recursividade, fractais, a teoria do caos e outros conceitos físico-matemáticos.
Em 1944 o Nazismo volta a fazer das suas ao jovem Ligeti, e este tem de servir o exército bem pertinho do final da II Grande Guerra, enquanto a sua família era levada para os campos de concentração de Bergen-Belsen e Mauthausen, onde viriam a falecer o pai (violetista) e o irmão (violinista), embora a sua mãe consiga sobreviver em Auschwitz.
Naturalmente, estes anos marcaram imenso o compositor que sendo de trato bastante afável dizia que transportava em si “um ódio imenso”. Um sentimento que aumentará com a ditadura comunista, da década de 50, e que se vê expressa em obras como o Requiem de 1965.
Sob o governo de András Hegedüs, a Hungria passa pela "restalinização", sob o signo da colectivização compulsória e do terror da polícia secreta.
À semelhança do Nazismo, o regime comunista condena a Música Moderna, e Ligeti torna-se então persona non grata para o partido, ao apresentar uma música de Stravinsky aos seus alunos.
Ao ouvir na rádio Gesang der Jünglingen de Karlheinz Stockhausen, esta fá-lo descobrir um mundo de possibilidades musicais para além da Cortina de Ferro, ao mesmo tempo que lhe confirmava o exílio em que ia vivendo.
A frustração após o fracasso da revolução anti-soviética de 1956, que se juntou ao sufoco intelectual e pessoal faz com que Ligeti fugisse para a Áustria.
Pouco depois é convidado a trabalhar com Stockhausen, Eimert, Luciano Berio, Luigi Nono e Pierre Boulez entre muitos.
Ligeti fez parte da nata da música moderna europeia e ombreou entre os primeiros.
Segundo Augusto Valente:
“Um dos enigmas do homem György Ligeti é sua capacidade de evoluir sempre, porém mantendo-se fiel às suas paixões originais. Pois o interesse por mundos artificiais já se manifestara na infância, quando ele inventou Kylwiria, um reino imaginário, com um mapa, língua e história próprias.
Ainda adolescente, a caminho da aula de piano, Ligeti imaginava uma música estática, porém sempre em movimento. Um ideal que ele reencontrará nas obras medievais e que perseguirá de diversas formas em suas próprias composições. Certa vez, ele comparou a música a alguém que contempla o mar através de uma janela. O que o compositor faz é abrir essa janela. Quando ela é fechada, a música continua lá. Uma nobre utopia, da qual esse compositor pan-europeu consegue se aproximar como ninguém.”
Tuesday, May 30, 2006
Deixem-me
Esta altura está de facto a ser um bocado complicada, mas a vida é feita destas coisas porque senão deveria ser um desconsolo.
Confesso que com isto tudo tenho aprendido várias coisas, que provavelmente utilizarei no futuro, ou não…que me têm feito crescer é certo, mas também por esta altura já não sabiam que eu NÃO QUERO crescer?
Existem coisas que nos entristecem o fundo da alma e contra as quais não conseguimos encontrar formas de combate…eu pelo menos não consigo. E contorço-me diariamente a pensar nelas…porquê? Não sei, dizem que senão os conseguimos vencer para nos juntarmos mas eu não consigo, confesso que não consigo, é superior a mim.
Gostava de por um momento poder voar ao sabor do vento, planeando sobre o mar, para me sentir livre e poder esquecer…mas para isso resta-me o sonho, de outra forma não vou lá.
Preciso de cantar, angustia-me esta ausência de palco, preciso de deitar fora uma série de sentimentos que cá andam guardados.
Mas porque tem de ser tão complicado a vida, não há forma de simplificar?
Ficam aqui umas frases que escrevi com quinze aninhos e que demonstram o que sinto agora:
“Deixem me ser, ora bolas!
Deixem-me, deixem-me, deixem-me…
E se não me quiserem deixar,
Olhem-se ao espelho que terão muito para onde olhar”
Saturday, May 13, 2006
Desabafo
Cada vez tenho mais a certeza que uma vida é pouco, para tudo o que gostava de poder aprender, ver, sentir, ouvir e conhecer. Eu gosto tanto da vida que se pudesse seria imortal.
Estou a ter um bocado de problemas a lidar com esta história da idade, os meus amigos também não ajudam ou são mais novos, em alguns casos bem mais novos, ou então bastante mais velhos, são raros os que estão na mesma faixa etária, e esses parece-me que têm a coisa bem resolvida porque enveredaram pela opção da família, ora essa opção por agora parece-me bastante prematura.
Sou sozinha, sempre fui, nunca gostei muita da companhia. Fazem-me muita confusão as dependências. Gosto de estar assim. Não digo que não mude…o futuro a Deus pertence.
A idade trouxe-me um pouquinho mais de ponderação, mas mesmo assim continuo a ser de extremos e a acreditar em causas, não baixo os braços facilmente, mas também já não me atiro para baixo dos “bulldozers”. Estou diferente e com plena consciência disso.
O que é facto é que isso me assusta e muito, sinto-me à beira de um precipício e sei que tenho de me atirar mas o medo é muito, embora sinta o pára-quedas nas costas.
Sei que daqui a um ano tudo estará diferente, arrepio-me é por não saber como estará tudo. Sempre consegui visualizar todos os passos que dei, e isso deu-me confiança, ultimamente não consigo.
Desculpem o desabafo, mas tenho alguns problemas com a oralidade neste tipo de coisas, e existem certas alturas em que se tem de gritar e esta foi uma delas.
Obrigada pela vossa amizade e persistência em ler as minhas tolices.
Saturday, May 06, 2006
Let me not
Foto:MT"Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments; love is not love
Which alters when its alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
O no, it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wand`ring bark,
Whose worth`s unknown,although his height be taken.
Love`s not Time`s fool, though rose lips and cheeks
Whitin his beding sickle`s compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved."

Foto:MT
"Não haja impedimentos à união
de alma fiéis; amor não é amor
se se alterar ao ver alteração
ou curvar a qualquer pôr e dispor.
Ah, não, é um padrão constante
que enfrenta as tempestades com bravura;
é estrela a qualquer barco navegante,
de ignoto poder, mas dada altura.
Do Tempo o amor não é bufão, na esfera
da foice curva em bocas,róseos rostos;
com breve hora ou semana não se altera´
e até ao julgamento fica a postos.
E se isto é erro e em mim a prova tem,
nunca escrevi e nunca amou ninguém."
Wednesday, April 26, 2006
1º Aniversário de Entre Mares e Planuras
Beijinhos a todos, obrigada pela visita e voltem sempre
Saturday, April 22, 2006
Porto Campeão Nacional 2005/2006
Thursday, April 13, 2006
Os primeiros vinte anos do século XX
Movimento Académico em Lisboa (1907)O tema do mês de Abril vai ser: Os primeiros vinte anos do séc. XX.
Porquê? Porque eu gosto da época, porque me fascina, porque quero conhecer mais e a vários níveis.
Não sei por onde vou abordar, sei que serão textos com este âmbito.
Espero que se divirtam. Já sabem estou completamente receptiva às vossas propostas.
Para iniciá-lo da melhor forma deixo- vos com um poema de Teixeira de Pascoaes.
Escritor:
“Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos (1877-1952), que nas letras assinou com o nome do lugar que povoaria de sombras toda a sua obra, nasceu em S. João de Gatão, estudou no Liceu de Amarante e na Universidade de Coimbra (1869-1901) de onde saiu "bacharel à força" apto às lides forenses. Principal mentor do movimento da Renascença Portuguesa (1912), cuja voz (A Águia) dirigiu até 1916 - apostolando a filosofia da saudade, entre a lembrança e o desejo de um "regresso ao paraíso" que só ele logrou pressentir - homiziou-se, depois, à vista do Marão, onde incessantemente revisitou e deu à luz uma extensa obra que, ainda hoje, apenas se insinua por detrás do seu "verbo escuro".”
Eu tive a oportunidade de conhecer mais de perto Teixeira de Pascoaes através de alguns dos seus familiares ainda vivos, e devo-vos dizer que me deparei com uma pessoa com um sentido de humor apuradíssimo, algum mau feitio e um vicio do tabaco que o conduziria à morte, muito distante do retrato que lhe pintava, enquanto lia o seu trabalho. Espero que gostem.
CONFLITO
A vida é não e sim... É realidade
Que num fumo ilusório se dissolve
E uma ilusão que se condensa em mármore...
E bato com a fronte em névoas que aparecem
Como brutos penedos, e em penedos
Que, diante de mim, se esvaem como névoas.
Falo às sombras nocturnas. Interrogo
As pobrezinhas cousas da Natura,
Mortas recordações da Luz divina...
Quero entender os íntimos murmúrios
Do zéfiro da tarde, e os trágicos remorsos
Que o vento grita às árvores contorcidas,
Num desespero doido!
Quero atingir as formas invisíveis!
Sentir, cheio de medo e num encantamento,
O contacto das almas que me cercam
E desceram, cantando, a Luminosa Via...
Quero sentir, nas mãos, a pequenina estrela
Que se ri para mim, do fundo de uma lágrima!
Quero roubar ao sol um fio de oiro, e à lua
Um cabelo de prata,
E uma negra madeixa à noite maternal
Que já me trouxe ao colo,
E me deu de mamar o leito que alimenta
As sombras e os espectros, quando nascem.
Exalto-me de amor e desfaleço!
Caio por terra e fico adormecido...
Sonho que estou cantando e canto nos meus sonhos
E imagino cantar, no mundo, à luz do sol...
E no meu canto vou levado, como as nuvens
Nos ais que o vento dá...
E vou na minha voz que se comove
E comovida alcança as últimas estrelas,
Donde já se descobre o riso madrugante
Da Luz original que mana duma fonte
Que só os poetas ouvem murmurar.
Lá vou na minha voz, a voz dum sonho etéreo,
Desenhando no lívido silêncio
Não sei que estranha e lívida figura,
Na qual todo o meu ser, de longe, me aparece
E, olhando-me, não sabe quem eu sou.
Tudo o que em mim é clara realidade,
Desconhece o meu ser lendário; não entende
O sonho que me fala
E me deixa hesitante, a procurar-me
Entre uma aparição em que padeço e vivo
E uma aparência vaga em que me sinto morto.
Eu ouço-me falar e fico atento a ouvir...
Exclamo: - sim! Logo respondo: - não!
Sou e não sou! Aflito, me debato
Nesta incerteza! De repente, existo!
De súbito, faleço, como o arcanjo
Que, nas nuvens oculto, apenas mostra
Do seu perfil um lívido sorriso
E do seu corpo as asas de relâmpago.
Sou e não sou. Duvido e creio. Vivo
E jazo, dentro de mim,
Neste velhinho túmulo onde a sombra
Se foi acumulando e empedernindo
E modelando no meu próprio busto.
Repouso e a noite estende-me os seus braços.
Acordo e tenho medo! Vejo, em tudo,
O espectro do meu sonho, imagens mortas,
Almas de Deus que a dor petrificou,
Árvores que foram ninfas e uma terra
Toda cinza de extintas labaredas.
Sou e não sou. Duvido e creio. Rezo,
A voz elevo em orações de lágrimas,
E caio num silêncio que separa
Dois gritos, dois relâmpagos de dor!
Creio e descreio. Nego Deus e encontro-me
Abandonado, como tu, Lucrécio,
Num deserto infinito onde as estrelas
Brilham, de noite, como areias de oiro.
Abala-me um terrível desespero!
Sou fogo em que me queimo! Não sou mais
Que um fantasma perdido e condenado
A errar, na solidão, perpetuamente.
Chamo em voz alta por alguém. Apenas
As cousas me contemplam, como estátuas
Da morte e do silêncio.
Mas por divina graça misteriosa,
Julgo que nelas transparece, às vezes,
Não sei que imagem sobrenatural...
Inefável encanto a ganhar vulto
De etérea aparição...
E como as nuvens choro, e como as nuvens
Dir-se-á que me dissipo e me converto
Em transparência azul, onde se vê surgir
Meu íntimo perfil que se ilumina,
Tão alegre e tão vivo que parece
Todo esculpido em oiro amanhecente.
Sinto-me deslumbrado e creio em ti, Senhor.
Ó alma, creio em ti, como nas Cinco Chagas!
Creio na vida eterna! Ajoelho e rezo,
Como rezava outrora, ao pé de minha mãe,
Quando as Ave-Marias do crepúsculo
Derramam, pelo ar,em lágrimas de bronze,
Uma saudade que anoitece o mundo.
Creio na alma eterna e creio em ti, Senhor!
Rezo na minha igreja, em frente dum altar,
Onde o Menino tem um cordeirinho ao colo,
E nos lábios em flor um místico sorriso,
E debaixo dos pés um astro luminoso,
Varrendo para longe as sombras que escurecem
As amplidões infindas...
Eu creio em ti, Menino Deus! Eu creio
Na tua infância eterna! A divindade
É infância e Primavera.
Creio num Deus que foi menino e teve mãe
Que num berço o embalou e acalentou nos braços...
E foi preso, julgado, escarnecido
E condenado à morte.
Eu creio em ti, meu Deus,
Ou deitado num berço pequenino
Ou pregado num trágico madeiro
Que na terra criou fantásticas raízes
E cobriu de flores...
Mas, súbito, entristeço, empalideço.
De novo, o meu espírito desvaira.
Um mau demónio me persegue. Vejo-o...
E em meus olhos se faz a noite escura,
Onde os astros se apagam, como as lágrimas
De madrugada, ao vento do Marão.
Sou e não sou. Duvido e creio. Grito,
Desenho a fogo o meu perfil nas trevas.
Rezo, esboçando a minha imagem triste
Na penumbra doirada que se orvalha
De pérolas acesas.
Rezo, blasfemo e grito. Sou demónio,
Sou anjo. Vou ardendo em labaredas,
E vou deixando, atrás de mim, um rasto
De cinza e de silêncio.
Monday, April 10, 2006
E agora?
Foto : Alberto M.www.albertomonteiro.com
Agora que o Entre Mares e Planuras encerrou o seu período dedicado a grandes mulheres, confesso que me assola um vazio criativo, espero que possam contribuir com ideias, pois a mim agradou-me particularmente esta maneira de funcionar por temas.
Espero as vossas contribuições, espero poder fazer algo diferente durante este mês de Abril em que o Entre Mares e Planuras faz um ano.
Saturday, March 25, 2006
Ticha Penicheiro

Chegou a altura de homenagear alguém da minha geração, Ticha Penicheiro, que para além disso, é ainda minha conterrânea, pareceu-me a pessoa ideal para homenagear.



Thursday, March 23, 2006
Teresa Cascudo

Teresa Cascudo (n. Figueres, 1968) es actualmente profesora de la licenciatura on-line en Historia y Ciencias de la Música, impartida desde 1999 en la Universidad de La Rioja. Se licenció en Filosofía y Letras en la Universidad de Zaragoza, habiendo cursado su diplomatura en Logroño, en el entonces Colegio Universitario de La Rioja. Concluyó el grado medio de piano en el Conservatorio Profesional de Música de Logroño. Fue becaria Erasmus en las Universidades de Lyon y Nantes, y del Ministerio de Asuntos Exteriores en la Universidade Nova de Lisboa. Es doctora en Ciencias Musicales (especialidad Ciencias Musicales Históricas) por la Facultad de Ciencias Sociales y Humanas de la Universidade Nova de Lisboa. Su tesis doctoral abordó las consecuencias que la idea de “tradición” tuvo en la obra musical y ensayística del compositor portugués Fernando Lopes-Graça (1906-1994).
Fue profesora de la licenciatura en Música de la Universidad de Évora y asesora del Departamento de Cultura del Ayuntamiento de Cascais, en cuyo Museu de la Música Portuguesa ha comisariado varias exposiciones documentales y donde organizó el archivo del compositor Fernando Lopes-Graça. Es autora del catálogo de su obra musical, publicado en 1997. Ha colaborado como crítica de música en el diario electrónico MundoClásico.com y en el periódico portugués de tirada nacional Público. Comisarió las exposiciones conmemorativas en homenaje de José Viana da Mota (1868-1948) y Frederico de Freitas (1902-1980) organizadas por el Museu da Música de Lisboa, museo nacional dependiente del Ministerio de Cultura portugués.
Forma parte de la dirección de la Associação Portuguesa de Ciências Musicais y es directora-adjunta de la Revista Portuguesa de Musicologia. Es investigadora del Centro de Estudios Interdisciplinares del Siglo XX (CEIS 20), de la Universidad de Coimbra (unidad de investigación homologada por el Ministerio de Estudios Superiores, Ciencia y Tecnología portugués), y está integrada en el grupo Corrientes Artísticas y Movimientos Intelectuales, coordinado por el Profesor António Pedro Pita.
A tradição musical na obra de Fernando Lopes-Graça. Um estudo no contexto português (Coimbra: Editorial Ariadne, publicación prevista en 2006).
(editora en colaboración con Ricardo Alves), Fernando Lopes-Graça e os presencistas, primer volumen de la edición de la correspondencia de Fernando Lopes-Graça (Cascais: Câmara Municipal de Cascais, publicación prevista en 2006).
(comisaria de la exposición y editora del catálogo con Helena Trindade) Frederico de Freitas (1902-1980) (Lisboa: Ministério da Cultura/Instituto Português de Museus, 2003).
(comisaria de la exposición y editora del catálogo con Helena Trindade) José Viana da Mota, cinquenta anos depois da sua morte 1948-1998 (Lisboa: Ministério da Cultura/Instituto Português de Museus, 1998)
Catálogo do espólio musical de Fernando Lopes-Graça (Cascais: Casa Verdades de Faria-Museu da Música Portuguesa/Câmara Municipal, 1997).
Cursos y congresos (recientes e inmediatos)
«Fernando Lopes-Graça, compositor e intelectual» (título provisional), Congreso Internacional "O Artista como Intelectual", organizado por motivo del centenario del nacimiento de Fernando Lopes-Graça, Coimbra, abril 2006.
«La ópera en Lisboa entre dos siglos (XIX-XX): problemas de recepción y de construcción de identidad», curso en el Programa de Doctorado "Música, Texto y Representación", Universidad de Salamanca, enero y marzo de 2006.
«A música dos salões em Lisboa como 'emblema de ideologia' na mudança do século (ca. 1900)», II Colóquio Ibero-Americano "Tradição e Modernidade no Mundo Ibérico-Americano", Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Coimbra, noviembre de 2005.
«Paris em Lisboa: o salão musical da condessa de Proença-a-Velha entre 1899 e 1903», 13ª Encontro de Musicologia (Associação Portuguesa de Ciências Musicais), "Os Espaços da Música", Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, octubre de 2005.
«À procura da música portuguesa: musicologia e nacionalismo em Portugal durante a primeira metade do século XX», X Forum for Iberian Studies, "Charting Transfers, Remapping Iberia", Trinity College, Oxford, junio de 2005.
«Patronage and amateurism in the construction of an aristocratic, feminine and national identity: the case of Countesse of Proença-a-Velha in Portugal», 13th Biennial International Conference on Nineteenth Century Music, St. Chad's College, University of Durham, agosto de 2004.
«25 de Abril em ópera: uma leitura de Os Dias Levantados, de António Pinho Vargas e Manuel Gusmão», Coloquio "O Dia Inteiro: 25 de Abril e depois (artes, artistas, intelectuais)", Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Coimbra, mayo de 2004.
Artículos publicados:
«À luz do presencismo: uma leitura da Introdução à música moderna (1942), de Fernando Lopes-Graça», Lecturas: revista da Biblioteca Nacional, 12-13, 2003, pp. 107-124.
«A música em Portugal entre 1870 e 1914», en Michel’Angelo Lambertini. 1862-1920, catálogo da exposição organizada pelo Museu da Música (Lisboa: Instituto Português de Museus / Museu da Música, 2002) pp. 61-71.
«Wagnerismo y nacionalismo musical en Portugal: la influencia del musicógrafo de origen español Antonio Arroyo», en Mariano Lambea (ed.), Actas del VI Congreso de la Sociedad Española de Musicología, organizado en Oviedo en noviembre de 2004 (en prensa)
«Quimera vs. Razão: a musicologia portuguesa e a musica antiga durante a primeira metade do século XX», en António Pedro Pita y Luís Trindade (eds.), Transformações estruturais do campo cultural português (1900-1959), coloquio organizado por el Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20), Coimbra, octubre de 2004 (en prensa)
«The influence of Teófilo Braga in the creation of a `Portuguese national music’», en Anastasia Siopsi (ed.), International Conference Romanticism and Nationalism in Music, Ionian University, Corfu, 17-20 de octubre de 2003 (en prensa)
«Nacionalismo y música en Portugal a finales del siglo XIX», en Enrique Sacau (coord.), Actas del Primer Congreso Internacional de Musicología "La ópera y Vigo" (Vigo: Centro de Estudios Vigueses, 2004).
“Ser moderno en tiempos difíciles: Jesús Bal y Gay visto desde Portugal”, in Charo Ferreira e Inmaculada Pena (eds.), Xornadas sobre Bal y Gay, Santiago de Compostela (Santiago de Compostela: Xunta de Galicia, 2003).
«Fernando Lopes-Graça e os compositores brasileiros: a polémica ‘dodecafonismo vs. nacionalismo’ entre 1939 e 1954 numa perspectiva comparativa», em Manuela Tavares Ribeiro (ed.), Portugal-Brasil: Uma visão Interdisciplinar do Século XX Universidade de Coimbra, 2-5 de Abril de 2003 (Coimbra, Quarteto, 2003).
“Fernando Lopes-Graça, o músico do neo-realismo português”, in Júlio Graça (ed.), Encontro Neo-Realismo, reflexões sobre um movimento, perspectivas para um museu (Vila Franca de Xira: Câmara Municipal, 1999).
“Brasil como espelho, Brasil como argumento, Brasil como tópico: as relações de Fernando Lopes-Graça com a cultura portuguesa” in António Bispo (coord.), Brasil-Europa 500 anos: música e visões (Actas do congresso internacional celebrado em Colónia, em Setembro de 1999) (Colonia: Academia Brasil-Europa, 2000) pp. 258-272.
Ana Ester Neves

Diplomada pelo Conservatório Nacional de Lisboa, continuou os seus estudos na Royal Academy of Music (Londres) e na Universidade de Boston, onde concluiu o Mestrado em Interpretação. Reconhecida intérprete de música de câmara, tem exercido uma actividade intensa quer em Portugal, quer na Inglaterra, Áustria, Alemanha, Itália, Grécia, Espanha, França e EUA. Nestes paises apresentou-se também nas óperas: Carmen (Micaela), A Traviata (Violetta), As Bodas de Fígaro (Contessa), Eugene Onegin (Tatyana), La Bohème (Musetta), Le Rossignol, L’Isola Disabitata, Porgy and Bess (Bess), D.Giovanni (D. Elvira), The English Cat, Parsifal, Boris Godunov (Xenya), Albert Herring (Lady Billows), Neues vom Tage (Laura) entre outras.
António Pinho Vargas para a EMI-Classics. Gravou também para a RTP, RDP e BBC. Wednesday, March 22, 2006
Primavera
Foto: Mastrangelo ReinoBatem as ondas do mar suavemente na areia ondulada da praia...
As flores desabrocham levemente nos prados...
Os pássaros, que ainda não estão constipados, chilreiam alegremente por entre voos de corte...
Chegou a Primavera...por entre a água que S. Pedro nos teima em atirar....
Fica aqui o registro!
Leonor Beleza

Estamos numa fase difícil. Há uma falta muito grande de líderes para estas coisas. Toda a Europa precisa de grandes líderes. Tenho sempre esperança de que melhorem. Em 1985, quando da assinatura da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, estavam Thatcher, Mitterrand, Kohl, era um escol de líderes. Faltam nomes que fiquem na História e façam hoje as coisas evoluírem. Nomes que dêem orientação, que definam valores, que consigam construir o mundo pós-guerra fazendo a paz. "
Texto:Leonor Xavier
Fotografia: Pedro Ferreira
Ebbe Merete Seidenfaden (1941-1980)

Ebbe Merete Seidenfaden era o seu verdadeiro nome, mas entrou nas nossas vidas pelo nome de Snu Abecassis, fez parte de uma das mais bonitas histórias de amor do Portugal do século XX.
Presto aqui a minha homenagem a essa grande senhora que foi Snu Abecassis.
Faço-o não pelas minhas palavras, mas pelas palavras da sua grande amiga Natália Correia:
"Um astro fugitivo te enleou
No que é dado à paixão cumprir-se em morte;
E algo espantosamente te levou
Cioso do que é frágil no mais forte.
Ó fúria de seres morto prematuro,
Sobre o abismo, extremamente vivo,
Jogando às cartas com o anjo escuro
A luz do teu relâmpago persuasivo.
Tinhas fome de quê? de quem? de Deus?
De amor seria, pois furacão de flores,
Passaste, atirando aos fariseus,
O escândalo gentil dos teus amores... "
Natália Correia, in Recordando o Amante Francisco Sá-Carneiro Em Memoria da Minha Amiga Snu, Junho de 1984.
Tuesday, March 21, 2006
Manuela Ferreira Leite

Na tentativa de homenagear pessoas vivas, vou começar a homenagear as minhas "idolos" nacionais, sendo que a primeira é normalmente uma pessoa polémica, mas posso dizer que é a mulher que mais admiro politicamente, gosto do seu carácter forte e decidido, e embora em tempos tenha sido contra algumas das suas ideias, como por exemplo a PGA (Prova Geral de Acesso), hoje em dia penso que foi uma idiotice ter acabado com ela (estando eu entre os idiotas que a contestaram).
Aqui fica a minha mais sentida homenagem a uma grande mulher: Manuela Ferreira Leite
Iniciou o percurso governativo em 1990 como Secretária de Estado do Orçamento até 1991 seguindo-se o cargo de Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento de onde cessou funções em 1993 para assumir a pasta da Educação, onde, como Ministra, mostrou firmeza em relação aos estudantes, faceta pela qual viria a ser sempre conhecida. Exonerou funções em 1995 quando o Partido Social Democrata (PSD) perdeu as eleições para o Partido Socialista (PS). Regressou à vida parlamentar, a qual já tinha suspendido entre 1991 e 1995 para assumir funções no Executivo. Durante o período de 1995 a 1999 presidiu à Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano da Assembleia da República. Em 2002, e após a vitória do PSD nas eleições legislativas antecipadas por força da demissão do anterior Primeiro-Ministro, António Guterres, regressa ao Governo chefiado por Durão Barroso onde encontra uma situação orçamental grave e dá a cara a uma série de decisões impopulares e pela sua competência e firmeza adquire a alcunha, numa alusão a Margaret Thatcher, de Dama de Ferro. Manteve-se no Governo até 2004, altura em que Durão Barroso pede a demissão para presidir à Comissão Europeia. Não concordando com a nova liderança do Partido e Primeiro-Ministro, Pedro Santana Lopes, afasta-se da vida política activa e regressa ao cargo no Banco de Portugal.
Wednesday, March 15, 2006
Brites de Almeida - A Padeira de Aljubarrota

“Brites de Almeida não foi uma mulher vulgar. Era feia, grande, com os cabelos crespos e muito, muito forte. Não se enquadrava nos típicos padrões femininos e tinha um comportamento masculino, o que se reflectiu nas profissões que teve ao longo da vida. Nasceu em Faro, de família pobre e humilde e em criança preferia mais vagabundear e andar à pancada que ajudar os pais na taberna de donde estes tiravam o sustento diário. Aos vinte anos ficou órfã, vendeu os poucos bens que herdou e meteu-se ao caminho, andando de lugar em lugar e convivendo com todo o tipo de gente. Aprendeu a manejar a espada e o pau com tal mestria que depressa alcançou fama de valente. Apesar da sua temível reputação houve um soldado que, encantado com as suas proezas, a procurou e lhe propôs casamento. Ela, que não estava interessada em perder a sua independência, impôs-lhe a condição de lutarem antes do casamento. Como resultado, o soldado ficou ferido de morte e Brites fugiu de barco para Castela com medo da justiça. Mas o destino quis que o barco fosse capturado por piratas mouros e Brites foi vendida como escrava. Com a ajuda de dois outros escravos portugueses conseguiu fugir para Portugal numa embarcação que, apanhada por uma tempestade, veio dar à praia da Ericeira. Procurada ainda pela justiça, Brites cortou os cabelos, disfarçou-se de homem e tornou-se almocreve. Um dia, cansada daquela vida, aceitou o trabalho de padeira em Aljubarrota e casou-se com um honesto lavrador..., provavelmente tão forte quanto ela.
O dia 14 de Agosto de 1385 amanheceu com os primeiros clamores da batalha de Aljubarrota e Brites não conseguiu resistir ao apelo da sua natureza. Pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português que naquele dia derrotou o invasor castelhano. Chegando a casa cansada mas satisfeita, despertou-a um estranho ruído: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos. Brites pegou na sua pá de padeira e matou-os logo ali. Tomada de zelo nacionalista, liderou um grupo de mulheres que perseguiram os fugitivos castelhanos que ainda se escondiam pelas redondezas. Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz junto do seu lavrador mas a memória dos seus feitos heróicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto.”
Thursday, March 09, 2006
Maria de Magdala

A primeira mulher a ser homenageada, neste mês dedicado a grandes mulheres é Maria de Magdala, ou Maria Madalena como é mais conhecida, é a primeira porque dois mil anos depois continua a ser despontar polémicas e só uma grande mulher consegue este feito.
É também a primeira por ter sido a mais injustiçada, é a primeira porque é um simbolo do feminino, é a primeira porque foi a escolhida por Cristo e lá diz o ditado : "Por trás de um grande homem está uma grande mulher", existem vários motivos para ser a primeira, nem todos conseguem ser transcritos para texto.
A tradição, sem qualquer fundamento bíblico, considera-a, muitas vezes, como a prostituta que, vivendo à mercê dos homens, pede perdão pelos seus pecados a Cristo. Este episódio é frequentemente identificado com o excerto do Evangelho de Lucas 7:36-50, ainda que aí não seja referido o nome da mulher em causa.
Alguns escritores contemporâneos, principalmente os autores do livro de 1982, que em Portugal se intitulou O Sangue de Cristo e o Santo Graal,(Holy Blood, Holy Grail) e Dan Brown no romance O Código Da Vinci (2003), defendem que:
Maria Madalena era, de facto, mulher de Jesus Cristo, e que esse facto foi escondido por revisionistas cristãos paulinos que teriam alterado os evangelhos.
Estes escritores basearam-se nos evangelhos, canónicos e apócrifos, além de escrituras gnósticas para fundamentarem as suas conclusões. Ainda que o Evangelho de Filipe designe Maria Madalena como "companheira de Cristo", o que parece indicar que fosse especialmente próxima de Jesus, não há nenhum documento antigo que refira abertamente que ela fosse sua esposa.
Um argumento a favor desta especulação refere-se ao facto de que o celibato era muito raro entre os judeus homens, da época de Jesus, sendo considerado, mesmo, como uma transgressão ao primeiro mitzvah (mandamento divino)— "Sede fecundos e multiplicai-vos". Isso seria considerado impensável para um adulto, ainda mais quando viajava pela Judeia pregando como rabi.
Pode-se, contudo, usar o contra-argumento de que haveria uma grande diversidade de correntes religiosas dentro do judaísmo, além de que o papel de rabi ainda não estava bem definido. João Baptista e os essénios eram celibatários. Paulo de Tarso era-o também, quando ainda se julgava que o cristianismo deveria ser uma religião destinada apenas ao povo judeu. Na verdade, só depois da destruição do Segundo Templo no ano 70 d. C. que o judaísmo rabínico se tornou a corrente dominante entre as comunidades judaicas.
Maria de Magdala é, sem dúvida, uma das presenças femininas de maior destaque nos evangelhos. A sua presença na crucificação de Jesus, ainda que de modo algum conclusiva, é, contudo, consonante com o papel de esposa em sofrimento e viúva desconsolada, ainda que fosse de esperar que Jesus a encomendasse a alguém, como fez a sua mãe (contra-argumento que poderá ser posto em causa se fizermos outra interpretação das palavras de Cristo durante a última ceia). Dada a falta de provas escritas, dessa época, ainda que muita gente goste de considerar a hipótese ou a defenda acerrimamente, a maior parte dos académicos não a leva a sério.
Tornou-se célebre, com a divulgação do livro já referido de Dan Brown, o argumento de que n'A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, a personagem que está à sua direita, com traços femininos, seja Maria Madalena e não João, como outros defendem. O facto de Jesus não envergar nenhum cálice (o Graal) poderá levar a interpretações que muitos consideram abusivas, como acreditar que Maria Madalena é, de facto, o "cálice sagrado" onde repousa o "sangue de Cristo" ou seja, que ela estaria, na altura, grávida de Jesus."
in "Wikipédia"
Digam o que quiserem o que é facto é que Cristo quando reencarnou a primeira pessoa a quem apareceu foi a Maria de Magdala, não foi à mãe nem tão pouco aos Apostolos, e isso no meu entender tem um grande significado.
Wednesday, March 01, 2006
O começo de uma nova temática
Como o Dia Internacional da Mulher é comemorado dia 8 de Março, o Entre Mares e Planuras vai dedicar todo o mês à mulher, nomeadamente a mulheres que se distinguiram pelo seu carácter ou pelo seu pensamento inovador .
Aproveitem este espaço para homenagear as mulheres, que no vosso entender sejam dignas dessa homenagem, sejam elas, a vossa vizinha do lado, a senhora que vos lava a escada, a Margaret Thatcher ou a Madre Teresa de Calcutá...homenageiem mulheres que vos inspiram.
Ou então, enviem um email para entremareseplanuras@gmail.com, com o nome ou história da/das mulher/mulheres que desejam ver homenageadas.
Thursday, February 09, 2006
Soror Mariana
Foto: MarianaComo pode um grande amor, moldar toda uma vida de sofrimento e dedicação ao mesmo, deixando até de viver, não no sentido biológico mas emocional?
Acabei de ler o livro “Mariana” de Katherine Vaz, baseado em factos verídicos da vida da Freira Mariana Alcoforado, de Beja, e nas cartas que esta escreveu ao seu apaixonado. Mariana viveu no século XVII, e iniciou a sua vida simultaneamente com a guerra da Independência de Portugal em relação a Espanha, mais não digo, aconselho-o a todos.
Confesso que me emocionou, chorei muitíssimo à medida que o número de páginas ia avançando, o espírito de Mariana era forte, rebelde, orgulhoso e decisivo, gostaria de conhecer mais sobre a sua vida.
As suas cartas traduzidas para várias línguas inspiraram escritores e artistas como Stendhal, Rodin, José Maria Rilke ou até Jean-Jacques Rosseau.
Quanto a mim fiquei bastante presa à história de Soror Mariana e desejo voltar a ler, mais e mais sobre este assunto. Um amor que não fica aquém do de Pedro e Inês.
Portugal está de facto recheado de grandes histórias de amor, se conhecerem mais… digam, vamos tornar este blog um espaço de divulgação literária, deixem as vossas sugestões, revelem os livros que vos inspiram para que todos possamos partilhar essas mesmas inspirações.








